Archive for the ‘Economia e Negócios’ Category

Contatos Remunerados

Saturday, June 27th, 2009

images dinheiro

Participe de Contatos Remunerados : um sistema de Marketing Multinível simples, sagaz, e acima de tudo, Inteligente!
Com Maturidade e Inteligência, ele pode transformar sua vida numa grande diversão ao ganhar dinheiro!
Lhe apresento um sistema inédito e de fácil desenvolvimento para você conseguir como eu , renda extra fácil, certa e para sempre, com este ou qualquer programa na internet.
Programa Ganhe em Dobro: É O DIFERENCIAL do Contatos Remunerados:
Você poderá divulgar outro Site ou Programa , que será enviado para todos os cadastros abaixo de você, em todas as mensagens enviadas pelo sistema: confirmação de email, envio de senha, lembrete de senha, novos cadastros e adesões…enfim: em todas as mensagens enviadas para seus cadastrados, você estará divulgando outro Site ou Programa! Acesse AGORA e CONHEÇA :

http://www.contatosremunerados.r15.biz?user=11146
Muito Sucesso
João

BCs cortam juros

Thursday, October 9th, 2008

Bancos centrais ao redor do mundo reduziram em conjunto as taxas de juro nesta quarta-feira, na primeira ação política coordenada da história, à medida que os temores de uma recessão profunda ofuscaram as preocupações recentes sobre a inflação.

Em uma tentativa para combater a pior crise financeira global desde os anos de 1930, os bancos centrais dos Estados Unidos, da zona do euro, da Grã-Bretanha, da Suíça, do Canadá e da Suécia reduziram suas taxas básicas de juro em 0,5 por cento.

O anúncio inesperado gerou volatilidade nos mercados de ações globais, que já perderam trilhões de dólares ao longo do ano passado. Mas ele não conseguiu ganhar a confiança de qualquer mercado.

O mercado de ações europeu fechou com fortes perdas e as bolsas de valores de Wall Street operaram com forte volatilidade. O índice Dow Jones fechou com queda de 209 pontos, após ter chegado a apresentar alta de mais de 120 pontos.

O setor financeiro europeu também apresentou turbulência com o governo britânico afirmando que está preparado para injetar 50 bilhões de libras (87 bilhões de dólares) nos bancos.

O governo da Islândia adquiriu dois de seus maiores bancos, desistiu de segurar o valor de sua moeda e pediu um empréstimo de emergência para a Rússia.

“A confiança foi perdida e é difícil de recuperar”, disse Ian Nakamoto, diretor de pesquisa na MacDougall, MacDougall & MacTier em Toronto.

A redução conjunta incluiu a China pela primeira vez. O Banco do Japão informou que não vê necessidade de reduzir a taxa de juro do país, mas apoiou fortemente a ação coordenada.

Mais cedo, Hong Kong divulgou um corte de juro inesperado, reduzindo sua taxa básica de juro em 1 ponto percentual, indo ao encontro de redução similar na Austrália um dia antes.

“Os bancos centrais no mundo finalmente acordaram para a gravidade da situação atual”, disse Charles Diebel, diretor de estratégias para taxas de juros da Nomura International. “Esse é um grande passo para convencer o mundo de que eles estão determinados em relação à estabilização.”

TEMPESTADE À FRENTE

O Fundo Monetário Internacional divulgou sua previsão mais pessimista em anos, dizendo que a economia mundial está fadada a um declínio maior com os Estados Unidos e a Europa à beira da recessão ou já inseridos nela.

Os varejistas norte-americanos apresentaram um número decepcionante de vendas em setembro, apenas alguns dias após os EUA terem divulgado uma redução de 159 mil postos de trabalho em setembro, levando a perda acumulada no ano para 760 mil.

Em entrevista à imprensa, o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, clamou por mais ações coletivas.

“Os governos têm e devem continuar a agir individualmente e em conjunto para aumentar a liquidez no mercado, para fortalecer as instituições financeiras por meio da provisão de capitais… e para proteger as economias de nossos cidadãos”, disse.

Ao menos os preços do petróleo caíram após o governo norte-americano ter divulgado um aumento nos estoques.

OLHA O NÍVEL DE ESTRESSE QUE UM TCC PODE CAUSAR.

Saturday, October 4th, 2008

 TCC (Trabalho de Conclusão de Curso)

Pedido dos Alunos do Mackenzie ao Café Pilão:

Prezados Srs.,
Gostaria de verificar a possibilidade da realização de uma entrevista com o responsável pela Área de Marketing a respeito do mercado de café tipo exportação no Brasil.
Eu e meus colegas somos alunos do curso de Administração/Comércio Exterior da Universidade Mackenzie e temos como tema do trabalho de conclusão de curso a influência do selo ‘tipo exportação’ no consumo de café no Brasil.
A idéia é estudarmos os efeitos do produto exportável no mercado doméstico e por isso selecionamos profissionais do mercado de café cuja opinião nos seria de algum valor. A entrevista seria agendada conforme a disponibilidade da sua empresa e não levaria mais do que 1h.
Aguardo um retorno, e desde já agradeço.

Resposta do Café Pilão:

Agradecemos o seu contato e o seu interesse no nosso Café Pilão.
Informamos que nós, do Café Pilão, possuíamos uma política para divulgação das informações sobre os nossos produtos e sobre a nossa empresa.
Desta forma, disponibilizamos o site para que o estudante tenha acesso às informações sobre a marca do produto e a empresa, possíveis de serem divulgadas.
Você poderá acessar nossa página pelo endereço: < <http://www.cafepilao.com.br/>http://www.cafepilao.com.br/
Esperamos que você possa apreciar o site do Café Pilão, pois ele foi especialmente desenvolvido com todo carinho para você! Mais uma vez agradecemos o seu contato e colocamos o Serviço de Atendimento ao Consumidor a sua disposição.

Um abraço, Gledes de Souza.
Serviço de Atendimento ao Consumidor.

Réplica dos alunos:

Prezado Sr. Gledes de Souza,
Somos alunos do último semestre do curso de  Administração/COMEX da Universidade Mackenzie.
Embora o nosso curso seja meia-boca, Vsa. seja meia-boca e essa água suja que vocês chamam de café seja meia-boca, nós não o somos e a nossa paciência se esgotou.
Como Vsa. não deve saber o que é stress, pois a sua existência medíocre não prevê a transposição de limites, prazos, etc, eu gostaria de, em poucas linhas, escrever que é muito foda ralarmos para pagar a facu, mantermos nossos empregos, tentarmos minimamente concluir os trabalhos que sempre deixamos atrasar e ainda termos que aturar respostas imbecis como a que Vsa.
nos mandou.
Para tentar fazê-lo perceber o quão estúpida foi a sua atitude, segue um silogismo bem didático, com a seqüência de raciocínio que o seu cérebro de amendoim deveria ter feito:

1. A minha mensagem chegou por meio do site do Café Pilão, portanto eu tenho acesso à Internet 2. A mensagem foi escrita, logo eu sei escrever 3. Se eu sei escrever, muito provavelmente eu saiba ler 4. Se eu sei ler, tenho acesso à Internet e acessei o site do Café Pilão p/escrever a mensagem, eu vi o que havia escrito lá 5. Se eu me dei ao trabalho de escrever uma merda de mensagem para uma banca de idiotas do serviço de atendimento, é porque eu preciso de algo ALÉM do que está no site.

Ficou claro?

Portanto, meu amigo, eu penso sinceramente que pessoas como Vsa. deveriam ser esterilizadas ao nascer, pois assim pouparíamos as futuras gerações do convívio desgastante que hoje somos obrigados a manter, em nome dos direitos humanos e da civilidade.
Por fim, segue um conselho e um pedido.
O conselho é que Vsa. se mate o mais rápido possível, e o pedido é que, antes de se matar, você vá tomar no CÚ.

Tréplica do Diretor de Marketing do Café Pilão

Prezados Formandos:

Como vocês já devem ter percebido, cometeram vários erros na sua solicitação, imperdoáveis em alunos que estão saindo dos bancos de uma universidade para o mercado de trabalho.


Erro 1
Vocês tentaram estabelecer contato com uma grande empresa usando o canal de comunicação errado, ou seja, o SAC, Serviço de Atendimento ao Consumidor.
Se vocês já tivessem recebido a graça de um estágio numa empresa medianamente organizada, este fato, além de transformá-los em alvo de piada, jamais lhes renderia um emprego na alta administração, nem menos no telemarketing que é onde as empresas atendem idiotas iguais a vocês.

Erro 2
Vocês também revelaram grande amadorismo em fazer este tipo de contato por e-mail, como se em alguma empresa houvesse profissionais prontos para responder pedidos de filhinhos de papai que deixam os seus trabalhos de aula para a última hora, porque ficam fumando maconha, correndo atrás de gatinhas e torrando a grana da família nos botecos da vida.
Existe um equipamento chamado telefone, que é atendido por uma profissional chamada telefonista.
Aqui na Pilão, casualmente, a telefonista é uma diplomada em Administração pela Mackenzie, com ênfase em Comércio Exterior, que, por suas raízes, certamente abriria as portas para vocês.

Erro 3
O trabalho proposto por vocês é de uma inutilidade espantosa, uma prova de total incompetência para quem está obtendo um diploma de bacharel em administração.
Na verdade, é uma pesquisa estúpida e imbecil, pois utiliza uma metodologia completamente errada – ‘entrevistas com profissionais do café ‘ para ‘estudar os efeitos do produto exportável no mercado doméstico’.

Garotos, este tema já foi pesquisado há 10 anos atrás e não tem mais a mínima importância depois que Collor de Mello abriu as fronteiras do Brasil.
Naquele tempo, aliás, os jovens, além de estudiosos, também eram politizados. Vocês já ouviram falar dos ‘caras pintadas’ ou acham que isso é apenas um apelido para palhaços como vocês?

Espero, com esta resposta, estar contribuindo para a formação de vocês.
Mas, se esta resposta não lhes servir como uma pequena lição, fiquem tranqüilos.
Entrem novamente em nosso site e conheçam os nossos projetos sociais, destinados a recuperar jovens drogados, a fazer inclusão digital (ensina inclusive a usar a internet) e a tratar problemas sexuais em jovens estudantes.
Ah, antes que esqueça, abriu uma oportunidade de estágio para formandos em Comércio Exterior aqui na empresa: na Namíbia.
Sabemos que é no cú do mundo, mas como vocês merecem tomar no cú, é um bom lugar.

Atenciosamente.

Jairo Soares
Diretor de Marketing

ARGENTINA – Que pais é esse????

Wednesday, May 21st, 2008

E AINDA TEMOS CORAGEM DE FAZER PIADAS DOS HERMANOS ARGENTINOS.

TEMOS É QUE FICAR BEM QUIETINHOS…

Para os leitores aproveitarem bem o final de semana, vou mandar alguns números da nossa vizinha Argentina. Falamos muito sobre combustíveis, e por lá os números são os seguintes:

Gasolina comum (igual a nossa mas sem álcool ) 1,99 pesos = R$ 1,00

Gasolina Super 2,30 pesos = R$ 1,15

Gasolina Fangio de alta octanagem 2,89 pesos = R$ 1,45

Como sabemos que nossa gloriosa Petrobrás exporta para a Argentina gasolina a R$ 0,65 , podemos ver como estamos sendo ROUBADOS pelo .

O contrabando de gasolina na fronteira com o Rio Grande do Sul foi motivo de uma reportagem na RBS TV. (acho que foi encomendada ) Nela um Professor de uma Universidade de Porto Alegre foi alertar para os ‘perigos’ de se abastecer os carros brasileiros com a gasolina da Argentina. Segundo ele, o motor pifa pra já. Só ficou faltando a explicação para os carros produzidos em larga escala aqui e exportados para lá. Serão um modelo especial? Para mim o que pode acontecer é nossos carros se engasgarem ao entrar em contato com gasolina de verdade, pois estão acostumados com estas garapas mixurucas que nos vendem a R$ 2,60.

No setor veículos não é diferente.

Veículos NOVOS.

Gol 3 portas Power – 27.600 pesos (R$ 14.800,00)

Ford F250 – 108.500 pesos (R$ 54.300,00)

Vectra CD – 82.600 pesos (R$ 41.300,00 )

Ford Eco Export DIESEL 4X4 - R$ 35.000,00

Nissan Frontier 4×4 – 22.000 dólares ou R$ 44.000,00

E por aí vão as diferenças, ressaltando que praticamente todos os carros de todas as marcas, tem a opção de virem com motor diesel.

Eu estava esquecendo. As estradas pedagiadas, com terceira trocha (terceira pista), mantidas em muito boas condições, custa para 300 quilômetros 3,40 pesos ou R$ 1,70 . Para nós brasileiros para percorrer a mesma distância o preço é de R$ 28,00.

Existe uma explicação lógica para uma diferença tão brutal?

Claro que existem, e muitas: Mensalões, Sanguessugas, Cartões corporativos, Senadores a 600 mil por mês, Deputados a 200 mil por mês, e o resto vocês conhecem. Tem de sair dinheiro de algum lugar para manter isto.

Somos otários e pior, conformados com a situação.

Os reis da embromação

Tuesday, April 22nd, 2008

Não é a abundância de dinheiro, mas a abundância de outros produtos, em geral, que facilita as vendas… O papel do dinheiro é apenas o de facilitar as trocas. Quando o processo de trocas se completa, descobre-se que produtos foram pagos com produtos. (J.B. Say)

Bastou a confirmação de que o PIB brasileiro havia crescido 5,4%, em 2007 para que o vosso presidente fanfarrão, coadjuvado pelos áulicos da mídia chapa-branca, iniciasse um lamentável espetáculo de rejubilação e jactância “nunca antes visto na história deste país”. Pouco lhes importa o fato de que, dentre os países ditos “emergentes”, tal resultado seja muito pouco lisonjeiro, ou que o governo quase nada tenha feito para torná-lo realidade, exceto manter a política macroeconômica herdada do governo anterior.

Para essa gente, afinal, a realidade é algo de somenos importância. O que vale mesmo é a versão, e esta, desde que bem trabalhada pelos sofistas de plantão, é capaz de prodígios políticos dos quais até Deus duvida. Como se constrói uma boa versão dos fatos? Elementar, meu nobre leitor. Primeiro, faça com que os incautos e alienados acreditem que o tal resultado é esplêndido. Para tanto, compare-o com os resultados obtidos durante o governo anterior, mas “esqueça” de apontar que as circunstâncias hoje são inteiramente diversas do que eram naquele tempo. Feito isso, complete o sofisma demonstrando que o doador desse magnífico presente ao povo foi o dadivoso Governo Lula, através de suas “políticas sociais”.

Até aí, nada de novo, já que a política e a mentira sempre andaram de mãos dadas. No entanto, a coisa começa a ficar perigosa, tornando-se inclusive uma séria ameaça ao futuro, quando essas mentes “engana-trouxas”, assessoradas pelo que há de mais nocivo na heterodoxia econômica, arvoram-se em vôos mais altos e resolvem vender certas teorias econômicas esdrúxulas como padrão de prosperidade.

Sim, caro leitor, estou falando da absurda teoria, disseminada amiúde nos últimos dias, segundo a qual não há nada mais eficaz para o desenvolvimento econômico do que as famigeradas “políticas de renda” e o incentivo ao consumo de baixa renda que elas produzem. De acordo com o discurso do presidente Lula, nada estimula mais a economia do país do que “dar dinheiro para o pobre gastar”. Ele pretende demonstrar que a onda consumista, gerada pelos seus programas assistencialistas, induz um ciclo virtuoso de geração de riquezas, cujo fim não é outro que o próprio Jardim do Éden.

Se demanda aquecida gerasse desenvolvimento, Robert Mugabe teria transformado o Zimbábue numa grande potência econômica. Há anos o tirano vem fabricando dinheiro e colocando nas mãos da população carente. Pelo raciocínio de Lula e caterva, o aquecimento da demanda deveria ter criado um ciclo virtuoso de crescimento, capaz de estimular o investimento e alçar aquele país africano ao primeiro mundo. No entanto, infelizmente, a única coisa que o déspota conseguiu foi criar uma dos maiores eventos inflacionários da história.

No curto prazo, o efeito é enganador, como estamos assistindo em Pindorama. Enquanto houver capacidade ociosa, a demanda puxará a oferta, produzindo crescimento momentâneo, porém limitado. O problema começa quando alcançarmos o limite da capacidade instalada. Daí para frente, só com novos investimentos é que haverá crescimento. E, infelizmente, não há milagres em economia. Digam o que disserem os arautos da Igreja Universal do Estatismo Redentor, o que gera investimento é poupança, não o consumo – e não é outra a razão pela qual Adam Smith sempre admirou e incitou a frugalidade dos homens, abjurando a intemperança.

“Não existe almoço grátis”. Milton Friedman morreu, mas felizmente suas lições econômicas permanecem. O dinheiro que o governo dá aos pobres, em troca de votos, não nasce em árvore. Tudo o que ele gasta, antes toma da sociedade, seja na forma de tributos ou empréstimos. O fato é que os R$ 100,00 dados mensalmente a João, pelo Bolsa-Família, saíram dos bolsos de José, de Pedro, de Sebastião, de Antônio.

Uma parte do que João gastou em seu consumo certamente deixou de ser consumida por outras famílias, obrigadas a pagar impostos aviltantes. Até aí, em termos econômicos, nada se modificou. Trata-se do famoso jogo de soma zero. O problema é que uma parte do consumo da família de João provavelmente foi financiada pela poupança das outras famílias, sacrificada para o pagamento de impostos, ou direcionada para compra de títulos públicos, no lugar de irrigar o mercado produtor.

Não por acaso, o tamanho dos gastos dos governos é sempre inversamente proporcional à taxa de poupança de uma nação. Países com baixo endividamento público e baixa carga tributária têm poupança alta e vice-versa. Como, em economia, poupança é sinônimo de investimentos, os países europeus, por exemplo, que consomem boa parte da renda nacional com impostos, há muito sofrem de baixíssimos índices de crescimento. Por outro lado, economias com baixa carga tributária e, conseqüentemente, altas taxas de poupança doméstica, como a China e o Chile, têm aproveitado as ondas de bonança mundiais e obtido resultados alvissareiros durante anos a fio.

O Brasil tem uma carga tributária equivalente a 36% do PIB e uma taxa de poupança de 17% do PIB. A China, com uma carga tributária perto dos 20%, dispõe de uma poupança doméstica que beira os 40%. Não é difícil explicar por que aquele país tem conseguido taxas de crescimento fantásticas, desde que largou o modelo comunista, enquanto nós continuamos voando como galinhas gordas.

O mesmo raciocínio vale para o famigerado crédito para consumo de baixa renda, outra das maravilhas cantadas em prosa e verso pelo presidente e seus asseclas. A principal função dos bancos numa economia madura é servir de intermediários entre poupadores e consumidores e investidores. De acordo com aquilo que, em economia, se convencionou chamar de custo de oportunidade, o mesmo dinheiro utilizado pelo banco para financiar a compra de um bem de consumo não poderá financiar um bem de produção e vice-versa.

O crédito ao consumo é importantíssimo em qualquer economia. No entanto, em termos de incremento dos níveis de produção, esse crédito é eficaz apenas enquanto a economia dispuser de capacidade ociosa. O dito crescimento sustentado (não gosto da expressão, mas, vá lá! dou-me por vencido pelo hábito lingüístico), por outro lado, depende de investimentos, que ampliem a capacidade instalada e melhorem a produtividade.

Além disso, não podemos esquecer que todo indivíduo que toma empréstimos para consumo terá de pagá-los no futuro, ocasião em que deverá reduzir os gastos para honrar esses compromissos. Já um empresário que toma emprestado para fins de investimento, gerará riquezas extras e, provavelmente, quitará suas dívidas com o lucro proveniente da produção dessas novas riquezas. No primeiro caso, sacrifica-se o consumo futuro pelo consumo presente (soma zero), enquanto, no segundo, teremos um saldo positivo, advindo do aumento do estoque de bens e serviços produzidos.

por João Luiz Mauad

A Crise nos Estados Unidos gera prejuizos de US$ 1 trilhão

Tuesday, April 8th, 2008

A economia americana enfrenta a desvalorização crescente das hipotecas e o alargamento nos prazos, o que poderá criar condições que levem a perdas de aproximadamente US$ 565 bilhões. Se forem adicionados os prejuízos dos diversos tipos de empréstimos, e o crescimento da inadimplência, as perdas atingem a cifra de US$ 945 bilhões.

O relatório diz ainda que o problema originado com os empréstimos de alto risco (subprime) está se estendendo para as hipotecas de qualidade, ao crédito do consumo e das empresas. O que tem contagiado bancos de fora dos Estados Unidos. É a exportação da crise a granel, o certo é que mais cedo ou mais tarde, paises emergentes irão sentir de perto os efeitos colaterais. Enquanto isso o Brasil cochila em berço esplêndido, resta saber até quando.