Archive for the ‘Poesias e Crônicas’ Category

OS BONS, OS MAUS E OS FEIOS.

Monday, June 2nd, 2008

A morte do senador amazonense Jefferson Péres na última sexta-feira (23/05), deixa o Brasil numa das piores situações políticas em que já nos encontramos. A profusão de escândalos, maracutaias, armações e desvios de todo o gênero, encontravam nele um perseguidor implacável e um acusador feroz.

Por mais estranho que possa parecer, ele foi o único a se levantar contra o infame escândalo do caso de Renan Calheiros, que curiosamente completa um ano de impunidade pura. Em sua coragem e altivez de homem honesto e que nada deve a ninguém. Jefferson Péres foi à voz destoante da claque de amigos, comparsas e pessoas com rabo preso que distribuíam tapinhas nas costas do senador alagoano.

Com uma hombridade a toda prova, Jefferson Péres foi o único com peito suficiente para romper o corporativismo e pedir em seu relatório a cassação do mandato do “rei do gado” alagoano. Infelizmente, as ameaças de Renan Calheiros de divulgar fatos comprometedores de seus colegas, fizeram com que as provas fossem ignoradas e ele absolvido. Mais uma vez nesse país a falta de vergonha na cara venceu.

É inacreditável ter de dizer isso, mas com a morte de Jefferson Péres, corremos o grave risco de não termos mais nenhuma voz séria e preocupada com as reais condições de vida do povo brasileiro no senado. Até mesmo os históricos combatentes, como o senador Suplicy, tiveram suas atuações apagadas pelo verdadeiro mar de lama que tomou conta de nossa política nessa legislatura. Sem qualquer medo de falar; uma das piores legislaturas que já tivemos nesse país.

Sua morte me faz pensar como Deus pode ser perverso. Sempre escutei dizer que Ele leva para o céu os bons e justos, porque os deseja perto de si. No caso da política de nosso país, ultimamente Deus tem se mostrado um sádico perverso e mau. Levando prematuramente para si nomes como Jefferson Péres, Betinho, Darcy Ribeiro e outros tantos.

Sua morte me faz pensar como Deus pode ser perverso. Sempre escutei dizer que Ele leva para o céu os bons e justos, porque os deseja perto de si. No caso da política de nosso país, ultimamente Deus tem se mostrado um sádico perverso e mau. Levando prematuramente para si nomes como Jefferson Péres, Betinho, Darcy Ribeiro e outros tantos; e nos deixando aqui com os piores emissários demoníacos que um país pode gerar.

A verdade é que se vão os bons e ficam apenas os maus e os feios.

Esta mensagem foi enviada por LENA BOSI.

OS 3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE “O GRANDE”

Friday, May 30th, 2008

Encontrei este tópico, sobre um episódio da vida de encontrei este tópico, sobre um episódio da vida de Alexandre, o GRANDE. Eis o resumo:

Quando à beira da morte, Alexandre convoca seus Generais e seu Escriba e relata a estes seus 3 últimos desejos:

1 – que seu caixão seja transportado pelas mãos dos mais reputados Médicos da época;

2 – que seja espalhado no caminho até seu túmulo, seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas…);

3 – que suas duas mãos sejam deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos. Um dos seus Generais, admirado com esses desejos insólitos, pergunta a Alexandre a razão destes.

Alexandre explica então: 1 – Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão, para mostrar aos presentes que médicos NÃO têm poder de cura nenhum perante a morte;

2 – Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3 – Quero que minhas mãos balancem ao vento, para que as pessoas possamver que de mãos vazias viemos, de mãos vazias partimos…

ME ENCANTE -Silvana Duboc

Saturday, May 17th, 2008

Me encante da maneira que você quiser, como você souber.

Me encante para que eu possa me dar.Me encante nos mínimos detalhes.

Saiba me sorrir, aquele sorriso malicioso e gostoso, inocente e carente.
Me encante com suas mãos, gesticule quando for preciso, me toque, quero correr esse risco.
Me acarinhe se quiser,vou fingir que não entendo,que nem queria esse momento.

Me encante com seus olhos,me olhe profundo,mas só por um segundo,depois desvie o seu olhar,como se o meu olhar,não tivesse conseguido te encantar…. e então,volte a me fitar,tão profundamente,que eu fique perdida sem saber o que falar.

Me encante com suas palavras, me fale dos seus sonhos,dos seus prazeres,me conte segredos,sem medos….e depois me diga o quanto eu te encantei, pode até não ser verdade, mas me faça acreditar,eu vou gostar.
Me encante com serenidade,mas não se esqueça,também tem que ser com simplicidade,não pode haver maldade.Me encante com uma certa calma, não tenha pressa,tente entender a minha alma.

Me encante como você fez com a primeira namorada,sem subterfúgios, sem cálculos,sem dúvidas,com certezas.
Me encante na calada da madrugada,na luz do sol ou embaixo da chuva.

Me encante sem dizer nada ou até dizendo tudo,sorrindo ou chorando, triste ou alegre…mas me encante de verdade,com vontade… que depois, eu te confesso que me apaixonei e prometo te encantar todos os dias, do resto das nossas vidas!

Esta mensagem foi enviada por LENA BOSI.

RAÍZES DA VIOLÊNCIA

Friday, May 16th, 2008

¨OS JORNAIS” ultimamente cuidam de estampar em manchete a onda de violência que assola o país e o mundo – aliás também motivo de pesquisa DA CNT/SENSUS – divulgada alguns dias atrás. Lembro-lhes de quando no exercício o cargo de magistrado, em Minas Gerais – atuando nas varas criminais e de família – julgando casos escabrosos – impressionou-me, há muito, o crescimento da violência e com requintes, cada vez maior, de crueldade o que me impulsionou e me levou a buscar a Raiz dessa Violência. Como explicar o crime de um anjo de 05 anos – Isabella Nardoni – ou do pai austríaco que confessa incesto por 24 anos – ou até mesmo a crueldade DA mãe com a filha – em Goiânia – e tantos outros assassinatos de pais que assustam a humanidade. Encontrei a resposta nos ensinamentos colhidos no livro escrito pelo Padre Jesuíta – Pierre Teilhard de Chardin – nascido em Puy-de-dôme França – 1881 e falecido em Nova Iorque em 1955 – “O problema do futuro humano”. Assim, em apertada síntese, extrai o seguinte, em prosa e versos:

Pessoas existem com sensações fortes.

Almas vazias que tem sede de vingança.

Adoram encher o seu deserto interior de dores.

Inclinam-se a fazer o mal sem temperança.

A “peste emocional” velada, lenta aparece,

Sorrateira por trás de boas intenções,

Com propósitos de ajudar investe-se.

Como defensores DA sociedade com razões.

No entanto, com o passar do tempo,

A pessoa acometida por essa “doença”,

Vai invadindo todos OS espaços, como pó.

Como Uma erva invade Uma plantação,

Tal qual um câncer invade o organismo,

E dominando tudo o que está a seu redor.

Acompanhamos o trágico acontecimento,

Que assolou um país Rico, sem remorso.

De surpresa foi atingido de modo violento.

O qual se julgava intocável e bastante seguro,

11 de setembro de 2001, momento fatídico.

Surge com sua ousadia sócio-psicopática,

Bin Laden feriu o coração de Uma nação,

Apresenta nítidas características doentias.

O homem mais conhecido e comentado,

Explodiu em chamas – World Trader Center.

Ele está contaminado pela “peste emocional”.

A humanidade derramou lágrimas de tristeza.

Osama, seus seguidores e muitos outros,

Também contaminados pela “peste emocional”,

Aplaudiam a bravura daquele homem.

Como isso só não bastasse tal atrocidade,

Surge alguns dias depois o chamado Anthrax,

Disseminando-se no espaço como erva daninha,

Da mesma forma que a peste se dissemina,

Colocando em risco a saúde de toda a humanidade.

O indivíduo acometido pela peste emocional,

Troca tudo por minutos de sensação de prazer.

Outros difamam o irmão, filho, pais e familiares,

Sejam eles parentes próximos ou distantes.

Brinca de esconder, mas esconde de verdade;

Clamufla e finge ser o filho ou o pai bondoso,

Mas nutrem ódio de quem está por perto,

Porque pode atrapalhar OS seus planos;

Apresenta com espírito vingativo mesmo.

Mata por herança, seguros, e muito mais.

Mas que doença é essa?

“A peste emocional é Uma biopatia crônica”.

Uma disfunção do sistema neurovegetativo,

Nela existe um comprometimento emocional

Comprometimento físico, por conseqüência.

Para nos fazer entender que crimes assim,

Só são possíveis numa sociedade doentia,

Dilacerada pela peste emocional como a nossa.

São retratos vivos e coloridos dos caminhos,

Que a humanidade, sem valores, optou trilhar.

O homem na sua insanidade e agressividade

Além de se destruir, destrói e agride tudo,

E se continuar nessa sanha destruidora,

Abandonará, logo, o próprio planeta aonde vive.

Por: Urquiza Alvim

Magistrado em Minas Gerais

A Alma dos Diferentes – Artur da Távola – Poesias e Crônicas‏

Tuesday, May 13th, 2008

Ah, o diferente, esse ser especial!

Diferente não é quem pretenda ser.
Esse é um imitador do que ainda não
foi imitado, nunca um ser diferente.

Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim.
E de medo de não agüentar, caso um dia venham, a ser.
O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.

O diferente nunca é um chato.
Mas é sempre confundido por pessoas menos
sensíveis e avisadas.
Supondo encontrar um chato onde está um diferente,
talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas. Um diferente
medroso, este sim, acaba transformando-se num chato.
Chato é um diferente
que não vingou.

Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os entendem.
Os diferentes raivosos acabam tendo razões sozinhos, contra o mundo inteiro.
Diferente que se preza entende o porque de quem o agride.
Se o diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.

O diferente paga sempre o preço de estar – mesmo sem querer – alterando
algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores.
O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual: a inveja do comum; o ódio do mediano.
O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.

O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos
dadas, e até mesmo alguns adultos por omissão, se unem para transformar o
que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura.
O que é percepção aguçada em : ‘Puxa, fulano, como você é complicado’.
O que é o embrião de um estilo próprio em: ‘Você não está vendo como todo mundo faz?

O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba incorporando.
Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram
( e se transformam) nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.
O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber. Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.
O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.
É o que engorda mais um pouco; chora onde outros xingam; estuda onde outros burram.
Quer onde outros cansam. Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas.
Concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados.
Cria onde o hábito rotiniza.
Sofre onde os outros ganham.
Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera.
Aceita empregos que ninguém supõe.
Perde horas em coisas que só ele sabe importantes.
Engorda onde não deve.
Diz sempre na hora de calar.
Cala nas horas erradas.
Não desiste de lutar pela harmonia.
Fala de amor no meio da guerra.
Deixa o adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar.
Ele aprendeu a superar riso, deboche, escárnio, e consciência dolorosa de que a
média é má porque é igual.

Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados,
magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo,
excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas
erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba. Aí estão,
doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir entender.
Nessas moradas estão tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são capazes.

Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja
suficientemente forte para suportá-lo depois.


Esta mensagem foi enviada por: LENA BOSI.

Dia das mães

Sunday, May 11th, 2008

Uma mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus e muito de Anjo pela incansável solicitude dos cuidados seus, uma mulher que ainda jovem tem a tranqüila sabedoria de uma anciã e, na velhice, o admirável vigor da juventude; se de pouca instrução, desvenda com intuição inexplicável os segredos da vida e, se muito instruída age com a simplicidade de menina.

Uma mulher que sendo pobre, tem como recompensa a felicidade dos que ama, e quando rica todos os seus tesouros daria para não sofrer no coração a dor da ingratidão, uma mulher que, sendo forte, estremece com o gemido de uma criança e, sendo frágil, consegue reagir com a bravura de um leão, uma mulher que, enquanto viva, não lhe damos o devido valor, porque do seu lado todas as dores são esquecidas, entretanto, quando morta, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos para vê-la de novo ao menos por um só momento, receber dela um só abraço, e ouvir de seus lábios uma só palavra.

Dessa mulher não me exijas o nome, se não quiseres que turve de lágrimas esta lembrança, por que… Já a vi passar em meu caminho.

Quando teus filhos já estiverem crescidos, lê para eles estas palavras. E, enquanto eles cobrem a tua face de beijos, conta-lhes que um humilde peregrino, em paga da hospedagem recebida, deixou aqui para todo o esboço do Retrato de sua Própria Mãe.

Feliz Dia das Mães!!!!

Bom dia Vida

Monday, April 28th, 2008

A vida é feita de coisas muito simples…
Cada um tem um jeito de se expressar…

Muitos não sabem dizer: “EU TE AMO”
E acabam deixando passar o momento…
Deixando escapar a chance de “SER” e “FAZER” alguém feliz…

Para viver é preciso muito pouco…
Um olhar carinhoso..
Um aperto de mão…
Um sorriso…
Um beijo demorado…
Uma brincadeira sadia…

Basta a presença de alguém para que tudo o mais seja só felicidade…

Viva cada instante com amor e dignidade, e no futuro conte aos seus filhos e netos o segredo para
se viver feliz … “Ser amigo é tudo que importa!”

(autor desconhecido)

Colaboração: Sandra Lia.

Apredizado da Alma

Monday, April 28th, 2008

Eu aprendi.

“Eu aprendi…
…que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi…
…que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi…
…que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi…
…que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi…
…que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi…
…que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi…
…que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi…
…que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi…
…que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi…
…que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer”

William Shakespeare

Colaboração: Célia Machado

Sabedoria oriental – Textos Motivacionais

Saturday, April 26th, 2008

HISTÓRIA ORIENTAL

Havia numa aldeia um velho muito pobre que até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco...

Reis ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo, mas o homem dizia:
-- Este cavalo não é um cavalo para mim, é uma pessoa. E como posso vender uma pessoa, um amigo?

O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo. Numa manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu, e disseram:- Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça!
O velho disse: -- Não cheguem a tanto.

Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se se trata de uma desgraça ou de uma benção, não sei, porque este é apenas um julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir?

As pessoas riram do velho. Elas sempre souberam que ele era um pouco louco. Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo. Novamente, as pessoas se reuniram e disseram:

-- Velho, você estava certo. Não se trata de uma desgraça, na verdade provou ser uma benção.

O velho disse: -- Vocês estão se adiantando mais uma vez. Apenas digam que o cavalo está de volta... Quem poderá saber se é uma benção ou não? Este é apenas um fragmento. Se você lê uma única palavra de uma sentença, como poderá julgar todo o livro?

Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente sabiam que ele estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo...
O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens.
Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram.

Elas disseram:-- Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas, e na sua velhice ele era seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca.

O velho disse: Vocês estão obcecados por julgamento. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma benção. A vida vem em fragmentos; mais que isso, nunca é dado.

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas. A cidade inteira estava chorando, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria.

Elas vieram até o velho e disseram: -- Você tinha razão, velho. Aquilo se revelou uma benção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos foram-se para sempre. O velho disse: -- Vocês continuam julgando.

Ninguém sabe! Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma benção ou uma desgraça. Não julgue, porque dessa maneira jamais se tornará uno com a totalidade. Na verdade, a jornada nunca chega ao fim.

Um caminho termina e outro começa: uma porta se fecha, outra se abre. Aqueles que não julgam estão satisfeitos simplesmente em viver o momento presente e nele crescer... Somente eles são capazes de caminhar com Deus.

Na próxima vez que você for tirar alguma conclusão apressada sobre um assunto ou sobre uma pessoa, lembre-se desta mensagem.

(Autor Desconhecido).

Colaboração: Messias O. Souza -

Motivação em nossas vidas-Textos Motivacionais

Thursday, April 24th, 2008

Que possamos sempre vencer a adversidade e tirar proveito do aprendizado… E aí vai uma bela lição.

O porteiro da zona

Não havia no povoado pior ofício do que “porteiro do prostíbulo”.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções. Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, Senhor – balbuciou – mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor.
Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer.
Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar …
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo.
Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.
- Façamos um trato – disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento.
Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias…aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um
martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: “não disponho de tempo para viajar para fazer compras”.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viajem, faziam encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrina e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos.
Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc.. E após foram os pregos e os parafusos… Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas. Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as
chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:
-É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na
primeira página do Livro de Atas desta nova escola.
- A honra seria minha – disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
-O Senhor?!?! -
disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado.
Eu pergunto:
- O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder – disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever… Ainda seria o porteiro do prostíbulo!
Geralmente as mudanças são vistas como Adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água: “a água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.”

Colaboração: Messias O. Souza.