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Ouvir, argumentar, decidir

Tuesday, June 22nd, 2010


“Ouvir, argumentar, decidir”

O candidato do PSDB à Presidência da República diz que o loteamento de cargos no governo do PT turbinou a corrupção e dá sua receita de governabilidade sem clientelismo



Nenhum outro político brasileiro tem no currículo uma vida pública como a de José Serra, 68 anos, candidato do PSDB à sucessão de Lula. Jovem, presidia a União Nacional dos Estudantes (UNE) quando veio o golpe de 64, que o levou ao exílio, expatriação que duraria até 1978. De volta ao Brasil com diploma de economia no bolso, foi secretário do Planejamento, deputado constituinte, senador, ministro do Planejamento e da Saúde, prefeito e governador. Sobre Dilma Rousseff, ele diz: “Hoje me choca ver gente que sofreu sob a ditadura no Brasil cortejando ditadores que querem a bomba atômica, que encarceram, torturam e matam adversários políticos, fraudam eleições, perseguem a imprensa livre, manipulam e intervêm no Legislativo e no Judiciário. Isso é incompatível com a crença na democracia e o respeito aos direitos humanos”.

O senhor já enfrentou todo tipo de adversário em eleições, mas, desta vez, a se fiar nas palavras do presidente Lula, vai concorrer com um “vazio na cédula”, preenchido com o nome de Dilma Rousseff. Afinal, quem é seu adversário nesta eleição?
Só tenho a certeza de que não vai ser Lula, cujo mandato termina no próximo dia 31 de dezembro. Adversários são todos os demais candidatos à Presidência da República. Por trás dos nomes na tela da urna eletrônica há a história, as propostas e a credibilidade de cada um. Minha obrigação é me apresentar aos brasileiros sem subestimar nem superestimar os demais. Deixemos que os eleitores julguem. É muito bom que os candidatos sejam diferentes entre si
e também em relação aos presidentes que já deram sua contribuição ao Brasil. A beleza da vida está justamente em cada um ter seus próprios atributos.

Depois que os repórteres da sucursal de VEJA em Brasília desvendaram uma tentativa de aloprados do PT de, uma vez mais, montar uma central de bisbilhotagem de adversários, as operações foram desautorizadas pela cúpula da campanha. O senhor responsabiliza a candidata Dilma Rousseff diretamente pelas malfeitorias ali planejadas?
Só cabe lamentar e repudiar as tentativas de difusão de mentiras, de espionagem, às vezes usando dinheiro público, às vezes usando dinheiro de origem desconhecida, como em 2006. São ofensas graves e crimes que ferem até mesmo direitos básicos assegurados pela Constituição brasileira. Isso não é honesto com o eleitor. É coisa de gente que rejeita a democracia. A candidata disse que não aprova esse tipo de atitude, mas não a repudiou, não pediu desculpas públicas nem afastou exemplarmente os responsáveis. Essa reação tímida e a tentativa de culpar as vítimas fazem dela, a meu ver, responsável pelos episódios.

Por que para a democracia brasileira é positivo experimentar uma alternância de poder depois de oito anos de governo Lula?
Querer se pendurar no passado é um erro, não de campanha, mas em relação ao país. Eleição diz respeito ao futuro. Por isso, a questão que se coloca agora aos eleitores é escolher o melhor candidato, aquele que tem mais condições de presidir o Brasil até 2014. Eu ofereço aos brasileiros a minha história de vida e as minhas realizações como político e administrador público. Ofereço as minhas ideias e propostas. Espero que os demais candidatos façam o mesmo, para que os brasileiros possam comparar.

Como o senhor conseguiu governar a cidade e o estado de São Paulo sem nunca ter tido uma única derrota importante nas casas legislativas e sem que se tenha ouvido falar que lançou mão de “mensalões” ou outras formas de coerção sobre vereadores e deputados estaduais?
Em primeiro lugar, é preciso ter princípios firmes, não substituir a ética permanente pela conveniência de momento. É vital ter e manifestar respeito à oposição, ao Judiciário, à imprensa e aos órgãos controladores. Exerci mandatos de deputado e senador durante onze anos. Todos os que conviveram comigo no Congresso sabem que minhas moedas de troca são o trabalho, a defesa de ideias e propostas, o empenho em persuadir os colegas de todos os partidos e regiões. O segredo está em três palavras: ouvir, argumentar, decidir. Há o mito de que emendas de deputado são sempre ruins. Não são. Na maioria das vezes, elas visam a resolver ou aliviar problemas reais que afligem as pessoas de sua região. Portanto, atender os deputados segundo critérios técnicos é atender seus eleitores. Outra coisa fundamentalmente diferente é distribuir verbas ou cargos em troca de votos. Isso eu nunca fiz e nunca farei.

O PT fez?
Fez. Cito como exemplo as agências que criei quando fui ministro da Saúde, a Anvisa e a ANS. Sabendo como eu atuo, nenhum parlamentar, nem mesmo os do meu partido, sequer me procurou em busca de alguma indicação. Eles sabiam que não teriam êxito. E qual é a situação agora? O atual governo loteou totalmente as agências entre partidos, fatiando-as entre grupos de parlamentares e facções de um mesmo partido. A mesma partilha se abateu sobre os Correios e sobre a maioria – se não todos – dos órgãos públicos. O loteamento foi liberado e se generalizou. Essa prática é uma praga que destrói a capacidade de gestão governamental e turbinou como nunca a corrupção. Mais ainda, a justificativa oferecida foi a de que se tratava de “um mal necessário” para garantir a governabilidade. Se eleito, vou acabar com isso à base de um tratamento de choque.

Por que criar um Ministério da Segurança Pública e como ele atuaria exatamente no combate ao crime, que, no atual regime federativo, é uma atribuição estadual?
A segurança é um problema em todos os estados. Portanto, é um problema nacional. O governo federal e o presidente, que é o chefe do governo, não podem mais fingir que o problema da segurança está equacionado. Não está. Segurança é um dos três grandes problemas do Brasil. Temos de enfrentá-lo. O Brasil não pode continuar a ter 50 000 homicídios por ano. É um número escandaloso. Apenas o crescimento econômico não arrefece os criminosos. O Nordeste é um exemplo disso. A região experimentou um crescimento expressivo, mas a população sofre com a explosão da criminalidade. Só a Presidência da República reúne as condições para coordenar uma ação nacional da magnitude que o problema exige. Precisamos criar um SUS da segurança. O Ministério da Segurança será o símbolo e a ferramenta dessa prioridade. Com ele, estou dizendo o seguinte: brasileiros, vamos encarar o desafio para valer, vamos resolver essa situação. Esse será meu compromisso como presidente.

Falando em federação, como concertar com os governadores uma reforma tributária em que ninguém se sinta lesado ou pagando a conta?
É menos complicado do que parece, e nem é necessário mexer na Constituição. Para começar, é preciso aprovar uma lei que preveja que os impostos sejam explicitados nos preços das mercadorias. Isso aumentará a consciência das pessoas a respeito da carga tributária. Em São Paulo, fizemos uma lei para criar a Nota Fiscal Paulista, um instrumento de grande sucesso através do qual 30% do imposto estadual sobre o varejo é devolvido aos contribuintes, com crédito direto na conta bancária. Vamos criar a Nota Fiscal Brasileira, para devolver parte dos tributos federais. A reforma que farei vai aliviar a carga tributária incidente sobre os indivíduos, desonerar os investimentos, simplificar a formidavelmente complexa estrutura de tributos atuais. Além disso, restabeleceremos a neutralidade em relação à distribuição de recursos. É uma proposta coerente.

Segundo o folclore, o senhor seria seu próprio ministro da Fazenda, seu ministro do Planejamento, seu presidente do Banco Central e seu ministro da Saúde…
Nossa! É folclore mesmo. Quem trabalha ou trabalhou comigo sabe que não centralizo a administração, que dou grande autonomia às diferentes áreas. Fixo metas, objetivos, acompanho, cobro, mas nunca imponho nada exótico ou irrealista. E mais: tenho grande capacidade de ouvir.

Como seria a política econômica em um eventual governo Serra? Qual é o perfil ideal para o cargo de ministro da Fazenda?
A manutenção da estabilidade é inegociável. Isso significa manter a inflação baixa. Com a combinação dos regimes fiscal, monetário e cambial, caminharíamos sem rupturas para um ambiente macroeconômico cujo resultado inevitável seria a trajetória descendente dos juros. Uma taxa de juros menor é, aliás, condição para atrair mais investimentos privados destinados à infraestrutura, sem ter de dar os subsídios que hoje distorcem o processo. Quanto mais alta a taxa real de juros, maior é a taxa interna de retorno exigida pelos investidores privados em infraestrutura. Para compensar o juro alto, o governo é obrigado a dar subsídios.

E o perfil do seu ministro da Fazenda?
É preciso ganhar a eleição primeiro. Mas sempre cuidei de reunir à minha volta, na administração e no Congresso, pessoas preparadas, prudentes, com reconhecido espírito público. Escolho gente experiente, com senso prático e desapegada de doutrinas – ou que, pelo menos, prefere acertar abandonando suas convicções acadêmicas a errar por fidelidade a elas. No governo federal, será desse mesmo jeito. Precisarei ter comigo auxiliares que entendam que a política econômica é um processo político também. Na política, para fazer com que as
coisas aconteçam, você tem de se equilibrar sobre o fio da navalha. É uma eterna balança entre paralisar-se por se aferrar a certas concepções ou abandoná-las de vez e se perder no caminho. Isso fica claro na negociação política. É menos evidente mas tão válido quanto na condução da política econômica.

Dê o exemplo de um economista que preencha os requisitos acima, a quem o senhor admire e com quem ainda não trabalhou.
Olhe lá! Não estou fazendo nenhuma nomeação antecipada. Mas teria muitos exemplos. Um deles? O Arminio Fraga, como perfil. Sabe economia, é pragmático, não doutrinário. Soube navegar em mar revolto e deu enorme contribuição à estabilidade econômica do país ao instituir o regime de metas de inflação.

Por que no Brasil, apesar do enorme destaque atual no cenário da economia mundial, a discussão de política econômica é sempre revestida de ansiedade, como se vivêssemos em um estado permanente de emergência?
O instantâneo da economia brasileira é realmente bastante satisfatório. Não diria o mesmo sobre o filme. Ou seja, se não forem corrigidas a tempo, as distorções atuais podem se desenvolver de maneira desfavorável. Essa é uma questão complexa que, infelizmente, talvez não possa ser tratada da maneira que merece em um clima de campanha, muito menos no escopo de uma entrevista. Mas, a título de fazer refletir, sugiro que se comece por responder a certas questões. A saber, por que razão o Brasil tem a maior taxa real de juros do mundo, a maior carga tributária do mundo em desenvolvimento e é lanterninha nas taxas de investimento governamental do planeta? Por que o suado dinheiro dos contribuintes brasileiros não está sendo bem aplicado em investimentos na infraestrutura econômica e social que garantam o crescimento sustentado da economia? É evidente que há um problema com esse modelo. É essa a discussão que precisa ser feita no Brasil.

O que o senhor faria para consertar esse modelo?
Tenho experiência para equacionar as principais questões, a partir do primeiro dia de trabalho, caso eleito. Não existe uma bala mágica, um golpe que bem aplicado resolva todos os problemas. Isso exige um leque de ações coordenadas e bem planejadas, muitas das quais citei aqui e tenho exposto em fóruns e seminários. Minhas passagens pelo Executivo federal, estadual e municipal me permitem afirmar que, para começar, na saúde, mesmo sem gastar muito mais do que é gasto hoje, seria possível fazer uma revolução com resultados positivos a curto prazo. Na educação, logo no início do governo, trabalharia para atingir a meta de abrir 1 milhão de novas vagas em escolas técnicas de nível médio em todo o país, com cursos de duração variada e vinculados à vocação econômica de cada região e localidade. O Brasil tem pressa e precisa aproveitar o ciclo da economia mundial altamente favorável aos países emergentes. Temos de aproveitar o empuxo desse ciclo e emergir dele com uma economia moderna, exportadora de produtos de alto valor agregado, produzidos aqui por uma mão de obra sadia, preparada e consciente de que para ela o futuro chegou.

Quem teve a oportunidade de ler a entrevista da guerrilheira, assaltante de bancos e assassina à Veja na semana que passou, leu ou assistiu entrevistas dela dada a jornais e emissoras de TV,constata que será um catastrofe para o Brasil se a dita cuja vencer as eleições.  Ela não consegue formar um raciocínio e construir uma frase inteligível. Não posso aceitar que a maioria do povo brasileiro é tão desinformada, tão idiota, ou (a maioria dos casos) tão corrupta.

Resposta do Juiz ao Lula!

Monday, April 26th, 2010
CARTA PUBLICADA NO ESTADÃO
Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão.
Veja a carta que um juiz colocou no jornal de hoje:
Carta do Juiz Ruy Coppola (2º TAC) .

Mensagem ao presidente!

Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Tarso, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para ‘meter a mão na decisão do juiz’, mas para abrir a ‘caixa-preta’ do Poder…   Vi também V. Exa. falar sobre ‘duas Justiças’ e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.

Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.

Não precisa mais chorar.

O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.

Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só.

Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.

Basta ao presidente mandar seu amigo Tarso tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado.

Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados.

Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa.. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que,

em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola , tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola .

Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Tarso sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco) .

Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos..
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Tarso, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
Evidente que V. Exa. usou da expressão ‘caixa-preta’ não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação,  apenas para fazer uma ‘escova’. Cachorros de juízes não andam de carro oficial.   Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.

P.S.: Dê lembranças a ‘Michelle’. (Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial)

Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo

Contra a candidatura de Dilma

Wednesday, March 31st, 2010

Por Bia Barbosa, da Carta Maior

Em seminário promovido pelo Instituto Millenium em SP, representantes dos  principais veículos de comunicação do país afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia. Eles acreditam que se Dilma for eleita o stalinismo será implantado no Brasil. “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois”, sentenciou Arnaldo Jabor.

Se algum estudante ou profissional de comunicação desavisado pagou os R$500,00 que custavam a inscrição do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado pelo Instituto Millenium, acreditando que os debates no evento girariam em torno das reais ameaças a esses direitos fundamentais, pode ter se surpreendido com a verdadeira aula sobre como organizar uma campanha política que foi dada pelos representantes dos grandes veículos de comunicação nesta segunda-feira, em São Paulo.

Promovido por um instituto defensor de valores como a economia de mercado e o direito à propriedade, e que tem entre seus conselheiros nomes como João Roberto Marinho, Roberto Civita, Eurípedes Alcântara e Pedro Bial, o fórum contou com o apoio de entidades como a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), ANER (Associação Nacional de Editores de Revista), ANJ (Associação Nacional de Jornais) e Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade). E dedicou boa parte das suas discussões ao que os palestrantes consideram um risco para a democracia brasileira: a eleição de Dilma Rousseff.

A explicação foi inicialmente dada pelo sociólogo Demétrio Magnoli, que passou os últimos anos combatendo, nos noticiários e páginas dos grandes veículos, políticas de ação afirmativa como as cotas para negros nas universidades. Segundo ele, no início de sua história, o PT abrangia em sua composição uma diversidade maior de correntes, incluindo a presença de lideranças social-democratas. Hoje, para Magnoli, o partido é um aparato controlado por sindicalistas e castristas, que têm respondido a suas bases pela retomada e restauração de um programa político reminiscente dos antigos partidos comunistas.

“Ao longo das quatro candidaturas de Lula, o PT realizou uma mudança muito importante em relação à economia. Mas ao mesmo tempo em que o governo adota um programa econômico ortodoxo e princípios da economia de mercado, o PT dá marcha ré em todos os assuntos que se referem à democracia. Como contraponto à adesão à economia de mercado, retoma as antigas idéias de partido dirigente e de democracia burguesa, cruciais num ideário anti-democrático, e consolida um aparato partidário muito forte que reduz brutalmente a diversidade política no PT. E este movimento é reforçado hoje pelo cenário de emergência do chavismo e pela aliança entre Venezuela e Cuba”, acredita.

“O PT se tornou o maior partido do Brasil como fruto da democracia, mas é ambivalente em relação a esta democracia. Ele celebra a Venezuela de Chávez, aplaude o regime castrista em seus documentos oficiais e congressos, e solta uma nota oficial em apoio ao fechamento da RCTV”, diz.

A RCTV é a emissora de TV venezuelana que não teve sua concessão em canal aberto renovada por descumprir as leis do país e articular o golpe de 2000 contra o presidente Hugo Chávez, cujo presidente foi convidado de honra do evento do Instituto Millenium. Hoje, a RCTV opera apenas no cabo e segue enfrentando o governo por se recusar a cumprir a legislação nacional. Por esta atitude, Marcel Granier é considerado pelos organizadores do Fórum um símbolo mundial da luta pela liberdade de expressão – um direito a que, acreditam, o PT também é contra.

“O PT é um partido contra a liberdade de expressão. Não há dúvidas em relação a isso. Mas no Brasil vivemos um debate democrático e o PT, por intermédio do cerceamento da liberdade de imprensa, propõe subverter a democracia pelos processos democráticos”, declarou o filósofo Denis Rosenfield. “A idéia de controle social da mídia é oficial nos programas do PT. O partido poderia ter se tornado social-democrata, mas decidiu que seu caminho seria de restauração stalinista. E não por acaso o centro desta restauração stalinista é o ataque verbal à liberdade de imprensa e expressão”, completou Magnoli.

O tal ataque Para os pensadores da mídia de direita, o cerco à liberdade de expressão não é novidade no Brasil. E tal cerceamento não nasce da brutal concentração da propriedade dos meios de comunicação característica do Brasil, mas vem se manifestando há anos em iniciativas do governo Lula, em projetos com o da Ancinav, que pretendia criar uma agência de regulação do setor audiovisual, considerado “autoritário, burocratizante, concentracionista e estatizante” pelos palestrantes do Fórum, e do Conselho Federal de Jornalistas, que tinha como prerrogativa fiscalizar o exercício da profissão no país.

“Se o CFJ tivesse vingado, o governo deteria o controle absoluto de uma atividade cuja liberdade está garantida na Constituição Federal. O veneno antidemocrático era forte demais. Mas o governo não desiste. Tanto que em novembro, o Diretório Nacional do PT aprovou propostas para a Conferência Nacional de Comunicação defendendo mecanismos de controle público e sanções à imprensa”, avalia o articulista do Estadão e conhecido membro da Opus Dei, Carlos Alberto Di Franco.

“Tínhamos um partido que passou 20 anos fazendo guerra de valores, sabotando tentativas, atrapalhadas ou não, de estabilização, e que chegou em 2002 com chances de vencer as eleições. E todos os setores acreditaram que eles não queriam fazer o socialismo. Eles nos ofereceram estabilidade e por isso aceitamos tudo”, lamenta Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja, que faz questão de assumir que Fernando Henrique Cardoso está à sua esquerda e para quem o DEM não defende os verdadeiros valores de direita. “A guerra da democracia do lado de cá esta sendo perdida”, disse, num momento de desespero.

O deputado petista Antonio Palocci, convidado do evento, até tentou tranqüilizar os participantes, dizendo que não vê no horizonte nenhum risco à liberdade de expressão no Brasil e que o Presidente Lula respeita e defende a liberdade de imprensa. O ministro Hélio Costa, velho amigo e conhecido dos donos da mídia, também. “Durante os procedimentos que levaram à Conferência de Comunicação, o governo foi unânime ao dizer que em hipótese alguma aceitaria uma discussão sobre o controle social da mídia. Isso não será permitido discutir, do ponto de vista governamental, porque consideramos absolutamente intocável”, garantiu.

Mas não adiantou. Nesta análise criteriosa sobre o Partido dos Trabalhadores, houve quem teorizasse até sobre os malefícios da militância partidária. Roberto Romano, convidado para falar em uma mesa sobre Estado Democrático de Direito, foi categórico ao atacar a prática política e apresentar elementos para a teoria da conspiração que ali se construía, defendendo a necessidade de surgimento de um partido de direita no país para quebrar o monopólio progressivo da esquerda.

“O partido de militantes é um partido de corrosão de caráter. Você não tem mais, por exemplo, juiz ou jornalista; tem um militante que responde ao seu dirigente partidário (…) Há uma cultura da militância por baixo, que faz com que essas pessoas militem nos órgãos públicos.. E a escolha do militante vai até a morte. (…) Você tem grupos políticos nas redações que se dão ao direito de fazer censura. Não é por acaso que o PT tem uma massa de pessoas que considera toda a imprensa burguesa como criminosa e mentirosa”, explica.

O “risco Dilma”

Convictos da imposição pelo presente governo de uma visão de mundo hegemônica e de um único conjunto de valores, que estaria lentamente sedimentando-se no país pelas ações do Presidente Lula, os debatedores do Fórum Democracia e Liberdade de Expressão apresentaram aos cerca de 180 presentes e aos internautas que acompanharam o evento pela rede mundial de computadores os riscos de uma eventual eleição de Dilma Rousseff. A análise é simples: ao contrário de Lula, que possui uma “autonomia bonapartista” em relação ao PT, a sustentação de Dilma depende fundamentalmente do Partido dos Trabalhadores. E isso, por si só, já representa um perigo para a democracia e a liberdade de expressão no Brasil.

“O que está na cabeça de quem pode assumir em definitivo o poder no país é um patrimonialismo de Estado. Lula, com seu temperamento conciliador, teve o mérito real de manter os bolcheviques e jacobinos fora do poder. Mas conheço a cabeça de comunistas, fui do PC, e isso não muda, é feito pedra. O perigo é que a cabeça deste novo patrimonialismo de estado acha que a sociedade não merece confiança. Se sentem realmente superiores a nós, donos de uma linha justa, com direito de dominar e corrigir a sociedade segundo seus direitos ideológicos”, afirma o cineasta e comentarista da Rede Globo, Arnaldo Jabor.

“Minha preocupação é que se o próximo governo for da Dilma, será uma infiltração infinita de formigas neste país. Quem vai mandar no país é o Zé Dirceu e o Vaccarezza. A questão é como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo”, alerta Jabor.

Para Denis Rosenfield, ao contrário de Lula, que ganhou as eleições fazendo um movimento para o centro do espectro político, Dilma e o PT radicalizaram o discurso por intermédio do debate de idéias em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos 3, lançado pelo governo no final do ano passado.

“Observamos no Brasil tendências cada vez maiores de cerceamento da liberdade de expressão. Além do CFJ e da Ancinav, tem a Conferência Nacional de Comunicação, o PNDH-3 e a Conferência de Cultura. Então o projeto é claro. Só não vê coerência quem não quer”, afirma. “Se muitas das intenções do PT não foram realizadas não foi por ausência de vontades, mas por ausência de condições, sobretudo porque a mídia é atuante”, admite.

Hora de reagir

E foi essa atuação consistente que o Instituto Millenium cobrou da imprensa brasileira. Sair da abstração literária e partir para o ataque.

“Se o Serra ganhasse, faríamos uma festa em termos das liberdades. Seria ruim para os fumantes, mas mudaria muito em relação à liberdade de expressão. Mas a perspectiva é que a Dilma vença”, alertou Demétrio Magnoli.

“Então o perigo maior que nos ronda é ficar abstratos enquanto os outros são objetivos e obstinados, furando nossa resistência. A classe, o grupo e as pessoas ligadas à imprensa têm que ter uma atitude ofensiva e não defensiva.

Temos que combater os indícios, que estão todos aí. O mundo hoje é de muita liberdade de expressão, inclusive tecnológica, e isso provoca revolta nos velhos esquerdistas. Por isso tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução. Senão isso se esvai. Nossa atitude tem que ser agressiva”, disse Jabor, convocando os presentes para a guerra ideológica.

“Na hora em que a imprensa decidir e passar a defender os valores que são da democracia, da economia de mercado e do individualismo, e que não se vai dar trela para quem quer a solapar, começaremos a mudar uma certa cultura”, prevê Reinaldo Azevedo.

Um último conselho foi dado aos veículos de imprensa: assumam publicamente a candidatura que vão apoiar. Espera-se que ao menos esta recomendação seja seguida, para que a posição da grande mídia não seja conhecida apenas por aqueles que puderam pagar R$ 500,00 pela oficina de campanha eleitoral dada nesta segunda-feira.

A decepção internacional com Lula

Wednesday, March 24th, 2010

Para Luiz Inácio Lula da Silva, os presos políticos cubanos são      delinqüentes como os piores criminosos encarcerados nas prisões do     Brasil. Lula adotou, cruelmente, o ponto de vista de seu amigo Fidel     Castro. Para ele, pedir eleições democráticas, emprestar livros     proibidos e escrever em jornais estrangeiros – os “delitos”     cometidos pelos 75 dissidentes presos em 2003, condenados a até 28    anos – equivale a matar, roubar ou seqüestrar. Para Lula, Oscar      Elías Biscet, um médico negro sentenciado a 25 anos por defender os     direitos humanos e se opor ao aborto, é apenas um criminoso     empedernido. Dentro de seu curioso código moral, é compreensível a     morte do preso político Orlando Zapata ou a possível morte de     Guillermo Fariñas, em greve de fome para pedir a libertação de 26     presos políticos doentes. 
  
    Os democratas cubanos não são os únicos decepcionados com o     brasileiro. Na última etapa de seu governo, Lula está demolindo a     boa imagem que desfrutou no começo. Recordo, há cerca de três anos,     uma conversa que tive no Panamá com Jeb Bush, ex-governador da     Flórida. Ele me disse que seu irmão George, então presidente dos      EUA, tinha uma relação magnífica com Lula e estava convencido de que      ele era um aliado leal. Isso me pareceu uma ingenuidade, mas não      comentei a questão. 

Alguns dias atrás, *um ex-embaixador americano, que prefere o      anonimato, me disse exatamente o contrário: “Todos nos equivocamos      com Lula. Ele é um inimigo contumaz do Ocidente e, muito      especialmente, dos EUA, embora trate de dissimulá-lo”. **E, em      seguida, com certa indignação, criticou a cumplicidade do Brasil com      o Irã no tema das sanções pelo desenvolvimento de armas nucleares, o      apoio permanente a Hugo Chávez e a irresponsabilidade com que      manejou a crise de Honduras ao conceder asilo a Manuel Zelaya na      embaixada em Tegucigalpa, violando as regras da diplomacia      internacional.
  
  Na realidade, o comportamento de Lula não é surpreendente. Em 1990,      quando o Muro de Berlim foi derrubado, o líder do Partido dos      Trabalhadores  apressou-se em criar o Fórum de São Paulo com Fidel      Castro para coordenar a colaboração entre as forças violentas e      antidemocráticas da América Latina. Ali estavam as guerrilhas das       Farc e do ELN na Colômbia, partidos comunistas de outros tantos      países, a FSLN da Nicarágua e o FMLN de El Salvador. Enquanto o      mundo livre celebrava o desaparecimento da União Soviética e das      ditaduras comunistas no Leste Europeu, Lula e Fidel recolhiam os       escombros do marxismo violento para tratar de manter vigente o      discurso político que conduziu a esse pesadelo, e estabeleciam uma      cooperação internacional que substituísse a desvanecida liderança      soviética na região. 

No Brasil, sujeito a uma realidade política que não pôde modificar,     Lula comporta-se como um democrata moderno *e não se afastou     substancialmente das diretrizes econômicas traçadas por Fernando     Henrique Cardoso,* mas no terreno internacional, onde afloram suas      verdadeiras inclinações, *sua conduta é a de um revolucionário      terceiro-mundista dos anos 60. 

De onde vem essa militância radical?* A hipótese de um presidente     latino-americano que o conhece bem, também decepcionado, aponta para      sua ignorância*: “Esse homem é de uma penosa fragilidade      intelectual. Continua sendo um sindicalista preso à superstição da      luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de      capacidade de fixar a atenção, tem lacunas culturais terríveis e por      isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicaram a      realidade como um combate entre bons e maus.” *Sua frase final, dita      com tristeza, foi lapidar: *”Parecia que Lula, com sua simpatia e      pelo bom momento que seu país atravessa, converteria o Brasil na      grande potência latino-americana. Falso. Ele destruiu essa      possibilidade ao se alinhar com os Castro, Chávez e Ahmadinejad.
    Nenhum país sério confia mais no Brasil”.* Muito lamentável
 
   
 

“Há um IDIOTA no poder, mas os que o elegeram estão bem representados”.
(Lindon Johnson)
 
“Não existe caminho para a liberdade. A liberdade é o caminho.”
 
?Não há noite tão longa que jamais encontre o dia?
(William Shakespeare, em Macbeth)
 
O Brasil é um país que não tem conserto… Somos governados por canalhas
porque os eleitores são culturalmente analfabetos…
 
Ok, ok, a terra é redonda, presidente! Mas e a besta, é quadrada?

“Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia porque o mundo pertence a quem se
atreve e a vida é MUITO para ser insignificante.” (C. Chaplin

ACORDA BRASIL LIBERDADE E DEMOCRACIA JÁ

Tuesday, January 19th, 2010

PATRULHAMENTO GERAL

O primeiro jornalista a sofrer cerceamento do direito de bem informar, em consequência dos seus verdadeiros, contundentes e procedentes comentários contra os desmandos do atual governo, foi
o Boris Casoy. De acordo com o noticiário da época, ele foi demitido
a pedido do próprio Lulla.

Entretanto aos olhos dos menos atentos, a coisa vem se agravando de maneira avassaladora e perigosa, senão vejamos:

- O Programa do Jô, tirou do ar (sem dar qualquer satisfação ao público) o quadro “As Meninas do Jô” que era apresentado às quartas feiras onde as jornalistas Lilian Wittifib, Ana Maria Tahan, Cristiana Lobo, Lúcia Hippólito e por vezes outras mais, traziam à público e debatiam todas as falcatruas perpetradas por essa corja de corruptos que se apossou do país. As entrevistas sobre temas políticos não têm sido mais levadas a efeito atualmente. Virou um programa de amenidades e sem qualquer brilhantismo.

- O jornalista Arnaldo Jabor, considerado desafeto pelo governo atual, vem sofrendo, de forma velada e sistemática, todo tipo retaliação. Já foi processado, condenado, amordaçado e por aí vai. Sua participação diária, às 07:10 na Rádio CBN tem se limitado a assuntos sem a relevância que tinha, haja vista que está impedido de falar sobre assuntos que envolvam a política nacional e o atual governo.

- A jornalista Lúcia Hippólito, que tinha uma participação diária, às 07:55 hs na Rádio CBN, não está mais ocupando o microfone da emissora como fazia e nenhum comunicado foi feito pelo âncora do horário, o jornalista Heródoto Barbeiro.

Sorrateiramente, colocaram-na como âncora em outro horário, onde enfoca matérias mais amenas e sem a habitual, verdadeira e procedente contundência.

- Diogo Mainard, da Revista Veja, além de processado, vem sofrendo várias ameaças de morte por parte do jornal do MR-8 (que faz parte da base aliada ao Lulla) e de integrantes dos chamados “Movimentos Sociais”.

- O jornal “Estadão” de São Paulo está sob forte censura governamental há pelo menos 120 dias.

Pelo que se vê, Fidel Castro está fazendo escola na América do Sul.

O primeiro a colocar em prática estes ensinamentos, aniquilando

o direito de imprensa foi Hugo Chaves, e pelo andar da carruagem

o nosso PresiMENTE está trilhando pelo mesmo caminho.

Constitucionalmente:

Onde está o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO?

Onde está o LIVRE DIREITO DE MANIFESTAÇÃO?

Onde está a LIBERDADE DE UMA NAÇÃO?

Leiam a íntegra do comentário feito pela jornalista Dora Kraemer, no Estadão de Domingo.

Destaca-se o seguinte trecho que transcrevo:

” Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades.”

ESSE TEXTO DEVE-SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU!!!

ACORDA BRASIL, ENQUANTO É TEMPO, E REAJA.

Militares no Poder …..

Tuesday, April 14th, 2009

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Será que foi mesmo TÃO ruim??

 O QUE OS GOVERNOS MILITARES FIZERAM PELO BRASIL

FIZERAM A MAIOR REVOLUÇÃO INDUSTRIAL DO SÉCULO XX: Pegaram um país com o 45º PIB do mundo e, 21 anos depois, entregaram-no no 10º lugar do PIB mundial (Estamos há 23 anos ainda em 10º, QUAL A EXPLICAÇÃO?).

 

OS  FEITOS:

- Restabelecimento da autoridade por 21 anos;

- Criação de 13 milhões de empregos;

- A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;

- Estruturação das grandes construtoras nacionais;

- Decretação das 200 milhas marítimas, praticamente dobrando a extensão do teritório nacional e ampliando as reservas petrolíferas e biológicas;

- Crescimento do PIB de até 14% ao ano;

- Construção de 4 portos e recuperação de outros 20;

- Criação da Eletrobrás;

- Implantação do Programa Nuclear;

- Criação da NUCLEBRÁS e subsidiárias;

- Criação da EMBRATEL e TELEBRÁS (antes, não havia ‘orelhões’ nas ruas, nem se falava por telefone entre os Estados);

- Construção das Usinas ANGRA I e ANGRA II;

- Desenvolvimento das INDÚSTRIAS AERONÁUTICA e NAVAL (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo);

- Implantação do PRÓ-ÁLCOOL em 1976 (em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool);

- Construção das maiores hidrelétricas do mundo: TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPÚ;

- Brutal incremento das exportações, que cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões; o país ficou menos dependente do café, cujo valor das exportações passou de mais de 60% para menos de 20% do total;

- Rede de rodovias asfaltadas, passou de 3 mil para 45 mil km;

- Fomento e financiamento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;

- Aumento dos cursos de MESTRADO e DOUTORADO;

- Criação do INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;

- Criação do FUNRURAL, a previdência para os cidadãos do campo;

- Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador;

- Criação do FGTS, PIS, PASEP;

- Criação da EMBRAPA (70 milhões de toneladas de grãos);

- Duplicação da rodovia RIO-JUIZ DE FORA e da VIA DUTRA;

- Criação da EBTU; – Implementação do Metrô em SÃO PAULO , RIO DE JANEIRO, BELO HORIZONTE, RECIFE e FORTALEZA;

- Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (GALEÃO, GUARULHOS, BRASÍLIA, CONFINS, CAMPINAS – VIRACOPOS, SALVADOR, MANAUS);

- Implementação dos PÓLOS PETROQUÍMICOS em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari);

- Investimentos na prospecção de petróleo no fundo do mar que resultaram na descoberta da bacia de Campos em 1976;

- Construção do PORTO DE ITAQUÍ e do terminal de minério da Ponta da Madeira, na Ilha de São Luís no Maranhão;

- Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;

- Promulgação do `Estatuto da Terra`, com o início da Reforma Agrária pacífica;

- Polícia Federal;

- Código Tributário Nacional;

- Código de Mineração;

- Implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus;

- IBDF – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;

- Conselho Nacional de Poluição Ambiental;

- Reforma do TCU;

- Estatuto do Magistério Superior;

- INDA – Instituto de Desenvolvimento Agrário;

- Criação do Banco Central (DEZ/64);

- SFH – Sistema Financeiro de Habitação;

- BNH – Banco Nacional de Habitação;

- Construção de 4 milhões de moradias;

- Regulamentação do 13º. salário;

- Banco da Amazônia;

- SUDAM;

- Reforma Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, Habitacional, Política e Universitária;

- Ferrovia da soja;

- Rede Ferroviária ampliada de 3 mil e remodelada para 11 mil km;

- Frota mercante de 1 para 4 milhões de TDW;

- Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;

- Matrículas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;

- Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas);

- Estabelecimentos de assistência médico sanitária de 6 para 28 mil;

- Crédito Educativo;

- Projeto RONDON;

- MOBRAL;

- Abertura da Transamazônica com instalação de agrovilas;

- Asfaltamento da rodovia Belém-Brasília;

- Construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança, no Rio Parnaíba;

- Construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda);

- Construção da PONTE RIO-NITERÓI;

- Construção da rodovia RIO-SANTOS (BR 101);

- E o mais importante: impediram a implantação de uma `FARC` no Brasil

Doação do nosso patrimônio

Sunday, November 30th, 2008

Já contei aqui há muito tempo o que se chamou de “Acordos de Washington”. Realizados no Brasil e na capital dos Estados Unidos.

Participaram economistas “engajados” de lá e daqui. E mais importante.
Estavam presentes FHC, ainda não presidente, e Nelson Rockefeller, um dos donos do mundo, por herança do nome.

Esses encontros eram preparados, planejados e monitorados pelos grandes bancos do mundo, sempre os mesmos. Os países ricos, muito bem assessorados pelos economistas do FMI, convenceram os países pobres  (pobre, lógico, é força de expressão, principalmente em relação ao  Brasil) de que só poderiam crescer e se desenvolver com AJUDA dos bancos
multinacionais.

A primeira reunião ocorreu no Brasil em 1983, estávamos praticamente  saindo da ditadura, quando a DÍVIDA EXTERNA cresceu bastante, a INTERNA ainda não existia.

A DÍVIDA EXTERNA, que pulou de 1 BILHÃO em 1960 para 60 BILHÕES nesse 1983, a partir daí passou a dar saltos fenomenais. É que os juros foram  aumentados barbaramente, o que, logicamente, jogou o principal lá para o alto.

No ano de 2000, essa DÍVIDA EXTERNA estava em 240 BILHÕES. O grande incentivador desse crescimento foi FHC, que participou do fato  duplamente. Como simples convidado em 1983 (aqui na filial) e em 1985  (lá na matriz), e depois como presidente.

Como o assunto é vastíssimo e afeta diretamente a nossa soberania, hoje vou escrever unicamente sobre a monstruosa DÍVIDA INTERNA.  

Até 1992 não havia DÍVIDA INTERNA. Começou timidamente com Itamar  Franco, já com FHC como ministro da Fazenda, logo a seguir. Quando o  próprio FHC assumiu a presidência em 1º de janeiro de 1995, a DÍVIDA  INTERNA estava em 62 BILHÕES. (Tanto faz de dólar ou de real, inventaram
a absurda paridade). Cumprindo como presidente o que fora acertado em 1983 e 1985, FHC foi elevando a DÍVIDA.

De 62 bilhões passou quase a 100 bilhões em 1997, 250 bilhões em 1998,  já então com a REEELEIÇÃO comprada não pelo mensalão e sim paga à vista,
a tanto por cabeça. Quando foi obrigado a deixar o governo (não obteve o  terceiro mandato), essa DÍVIDA já beirava os 750 BILHÕES.

E mais grave ainda: FHC criou a Comissão de DESESTATIZAÇÃO, e colocou  nela homens que passaram a exibir um ENRIQUECIMENTO COLOSSAL, sem
qualquer explicação.

O próprio FHC ia para a televisão, várias vezes, muitas vezes, inúmeras vezes, sempre com o mesmo discurso: “Temos que vender empresas estatais  para poder pagar os juros da DÍVIDA INTERNA”. Só que as estatais de  todos os setores iam sendo entregues e a DÍVIDA crescendo cada vez mais.

Com FHC, os juros para pagamento dessa DÍVIDA chegaram a 48 por cento,  não sei que palavra usar para rotular essa bandalheira. (Talvez seja essa mesma, b-a-n-d-a-l-h-e-I-r-a).

Essas estatais, que nas palavras do próprio FHC “estavam sendo vendidas”, na verdade eram apenas DOADAS, por causa dos preços  inacreditavelmente baixos. Só para citar a Vale, cujo patrimônio era de  3 TRILHÕES, entregue por 3 BILHÕES. E ainda financiados pelo BNDES, que
entregou fortunas ao Bradesco-Bradespar e a outros “donos” de bancos falidos, que passaram a potências financeiras e até políticas.

Até mesmo a Petrobras ia sendo entregue, só que FHC não teve coragem de  DOÁ-LA. Mas assinou a Lei 9478, que arruinou uma parte da empresa e criou as inacreditáveis L-I-C-I-T-A-Ç-Õ-E-S. O governador Requião quis
tornar essa LICITAÇÃO no que era, inconstitucional. Ganhava por 4 a 0, Jobim fez um gesto, um ministro “pediu vista”, entregou o processo meses  depois. O governador Requião perdeu por 7 a 4.

PS – Entregaram tudo, Furnas foi salva por causa do espírito público do seu presidente, Luiz Carlos Santos. Perdemos riquezas e não apenas  minérios. Todos os bancos estaduais se transformaram em multinacionais.

PS 2 – O presidente Lula poderia ter REESTATIZADO tudo. Os países do mundo não inventaram, agora, o SOCIALISMO-ESTATAL? Lula poderia ter se  antecipado. 

(Mas não teve coragem.

 

 

 Fernando Brígido

Nossa Senhora nos proteja…

Sunday, October 19th, 2008

Henrique de Campos Meirelles, de 63 anos, é o homem fundamental para o
destino do chefão Luiz Inácio Lula da Silva, no curtíssimo, no médio ou
no longo prazos. Meirelles será o principal concorrente ao projeto de
retorno presidencial de Lula, em 2014. Motivo simples de explicar.
Meirelles pretende ser governador de Goiás em 2010. Quatro anos depois,
seu alvo será o Palácio do Planalto. Meirelles sonha com a cadeira
presidencial desde 2002, quando se aposentou da presidência mundial do
BankBoston.

Talvez a equipe estratégica do chefão Lula já saiba destes planos. Há
bastante tempo, a vontade de detonar Meirelles do BC é imensa. Ele
também está doido para deixar o cargo. Mas a detonação da crise
financeira internacional, mexendo na liquidez de grandes bancos, o
obriga a ficar onde está. Para pavor do chefão Lula, que não entende
direito o que o Presidente (do BC) lhe explica, Meirelles é o homem mais
poderoso do Brasil e tem papel estratégico no mundo de hoje.

Simplesmente porque Meirelles preside os destinos econômicos do único
País, junto com os EUA, que será o grande credor líquido no final da
presente crise financeira global. O Brasil não pode e nem vai quebrar
porque é o fornecedor das principais commodities (alimentos e minerais)
que sustentam o resto do mundo. Meirelles teve as informações
privilegiadas sobre o caos no mundo financeiro.

Eis por que Meirelles adotou uma política monetária ortodoxa no BC.
Blindou o sistema financeiro nacional e fez reservas internacionais em
dólar em um volume que ninguém entendeu e apenas poucos ousaram
criticar. Meirelles guardou (aplicou, né?) mais de US$ 200 bilhões do
Brasil nos confrinhos dos banqueiros amigos. Tudo porque tinha a
informação privilegiada de que a crise viria não na forma de uma
“marolinha”, mas de um tsunami sem hora para acabar.

Lula anda brigado com Meirelles que hoje manda no Brasil de verdade.
Agora, vai ter de aturar o Presidente de fato do País. Meirelles acaba
de conquistar o prêmio de “Financista do Ano”. A honraria foi concedida
pela revista especializada “Latin Trade”, editada em Miami. Em
Washington, ontem, também faturou o prêmio de banqueiro central do ano
da América Latina. Durante a premiação, Meirelles deixou claro que o BC
do Brasil tem tomado decisões dentro da área de competência e
“certamente o presidente Lula tem dado apoio e concordado com as
decisões do BC”.

Ou seja, Lula não manda. Apenas obedece. O chefão está PT da vida com
Meirelles, que pode atrapalhar seus planos de voltar ao Planalto em
2014. Se Meirelles se sair bem na condição da crise atual, alimentará
ainda mais sua fama de bom gestor. E mesmo não sendo tão popular quanto
o chefão, Meirelles terá o apoio fundamental para ser presidente do
Brasil: o dos banqueiros internacionais socialistas fabianos. Eles
escolhem quem vai ocupar a Presidência da República. O povinho apenas
vota no boneco do ventríloquo, seja ele quem for.

O adversário de Lula tem um histórico de poder. Em 1984, Henrique
Meirelles conseguiu a façanha de ser alçado ao posto máximo do
BankBoston. Curiosamente um banco que, até 1947, sequer aceitava
estrangeiros nem como clientes. Antes de nomeá-lo, a cúpula do
BankBoston consultou o Federal Reserve, o banco central privado
americano, sobre a hipótese de escolher um brasileiro para presidente.
Nunca um estrangeiro, fosse ele sul-americano, asiático ou europeu,
havia dirigido uma casa bancária de tal porte nos Estados Unidos.

O Fed não fez restrição alguma a Meirelles. Apenas realizou uma rápida
consulta aos bancos centrais do então G-7, o grupo que reúne as nações
mais ricas do mundo. Descobriu que não havia casos similares nesses
países. Em todos eles, grandes bancos só eram dirigidos por cidadãos
nascidos no país. O engenheiro Meirelles foi um fenômeno à parte. Sua
cerimônia solene de posse teve até juramento sobre a Bíblia Sagrada.
Meirelles também jurou sobre a Constituição americana.

Meirelles fez jus a um salário anual de US$ 2 milhões de dólares. O
valor podia subir muito quando contabilizadas as bonificações e opções
de compra de ações. Em 1999, quando o BankBoston se fundiu com o grupo
Fleet Financial, Meirelles teve direito a uma remuneração de US$ 14,6
milhões de dólares, incluindo nessa conta salários, opções de ações e
bônus.

Em Boston, Meirelles morou numa casinha de US$ 5,5 milhões de dólares.
Incomodado com a vida pacata (talvez de bosta) da cidade, mudou-se mais
tarde para Nova York. Na Big Apple comprou um apartamento de 400 metros
quadrados na Quinta Avenida, avaliado em US$ 5 milhões de dólares.
Especulou-se que Meirelles tenha construído um patrimônio de US$ 70
milhões de dólares. Meirelles nunca admitiu tanto.

Um belo dia, o milionário Meirelles decidiu abandonar o maravilhoso
mundo das finanças internacionais para tornar-se político no Brasil.
Quis trocar seu big apê em NY pelo Palácio da Alvorada. No ano de 2002,
Meirelles pensou em disputar a Presidência da República. Notou que era
cedo para isto. Então, botou na cabeça que disputaria uma vaga de
senador por Goiás. Logo percebeu que também era areia demais, mesmo para
seu super poderoso caminhão de dinheiro e apoios. Logo concluiu que seu
caminho seria a Câmara dos Deputados.

Só teria de se filiar a um partido. Procurou o PMDB, o PFL e o PTB.
Impressionante, foi rejeitado. Quem o aceitou, depois de uma indicação
pessoal do então presidente FHC, foi o PSDB. O neotucano Meirelles saiu
candidato a deputado federal. Venceu, com surpreendentes 183 mil votos.
Muito sufrágio para um mero desconhecido, que só era popular no
impopular mundo global das finanças.

Acontece que Meirelles não assumiu o mandato. A Oligarquia Financeira
Transnacional o designou para a presidência do Banco Central do Brasil.
Foi o primeiro sujeito indicado antes de Lula assumir, para substituir
outro homem de confiança do mercado financeiro global: o economista
Armínio Fraga, da Gávea Investimentos, homem de confiança do
mega-especulador-investidor George Soros – ilustre socialista Fabiano.
Em dezembro de 2002, Meirelles teve seu nome anunciado nos EUA, para a
presidência do BC, durante uma viagem de beija mão do já eleito Luiz
Inácio Lula da Silva.

Meirelles declarou seu patrimônio de R$ 100 milhões e assumiu o posto de
“autoridade monetária”. Tornou-se um dos homens mais poderosos da
primeira e da segunda gestão Lula. Sofreu covardes ataques de petistas
de peso, como os senadores Aloísio Mercadante, Eduardo Suplicy e do seu
“companheiro” de desgoverno, Guido Mantega. Meirelles foi muito duro na
queda.

Em maio de 2005, Meirelles sobreviveu a uma denúncia do Procurador-Geral
da República. Antônio Fernando de Souza pediu sua quebra de sigilo
fiscal ao Supremo Tribunal Federal. Meirelles foi suspeito de fazer
remessa ilegal de dinheiro ao exterior. Um processo foi aberto. No
entanto, foi arquivado no mesmo ano. O plenário do STF considerou
improcedente a denúncia do Ministério Público Federal.

Aliás, deve ser o mesmo que ocorrerá com o caso de outro homem poderoso
e que foi grande parceiro de Meirelles: o deputado federal Antônio
Palocci Filho. O ex-ministro da Fazenda (e ex-sucessor da gestão
financeira da campanha presidencial petista, logo após ao assassinato do
prefeito de Santo André Celso Daniel) também foi denunciado ao STF por
Antonio Fernando de Souza. Motivo torpe: quebra de sigilo funcional. O
ex-ministro foi acusado de dar ordem para que o sigilo bancário do
caseiro Francenildo dos Santos Costa fosse quebrado. O relator do caso
Palocci foi o atual presidente do STF Gilmar Mendes…

Mas voltemos a Meirelles, que sonha largar o Banco Central assim que
puder e deixarem, para se candidatar ao governo de Goiás, em 2010. Por
causa da ação contra o presidente do Banco Central, o desgoverno Lula
inventou um jeito de blindá-lo. Com a Medida Provisória 207, o
presidente do BC ganhou o mesmo foro privilegiado dos ministros. A MP
logo foi considerada constitucional pelo STF. Acabou incorporada à lei
10.683 que cuida do foro especial das autoridades.

Lula que se cuide. Meirelles está blindado para 2014. Ao PT só restará
impedir que ele se candidate e vença o governo de Goiás, em 2010. O
marido da Eva, que não leva o menor jeito para Adão, sonha com o Palácio
do Planalto em 2014. Quem pode impedir Meirelles de realizar seu sonho,
quando tiver 69 anos de idade? Só se a Eva, na intimidade da alcova, o
convencer de que não vale a pena presidir o verdadeiro Paraíso do Mundo,
que é o Brasil.

Apenas uma previsão

A notícia sobre a candidatura de Meirelles ainda não saiu na Veja, na
Istoé, na Época, nO Globo, na Folha de S. Paulo, no Estadão ou em
qualquer outro jornalão.

Quem sabe, às vésperas da eleição de 2014, estará em destaque na mídia?

O Alerta Total apenas antecipa quem é o maior adversário aos projetos
futuros de nosso popular chefão.

Descanse em paz na mansão

Lula vai se aposentar de novo em 2010 com retorno pensado para 2014. Até
lá, além de viajar muito, vai curtir sua mansão na Swiss Park (nobre
gleba que pertenceu aos Lewandowsky, em São Bernardo do Campo).

Lula merece o melhor dos mundos porque faz grandes amigos.

O ministro do STF, Ricardo Lewandowsky, cuja mãe é dona das terras onde
se ergue o Templo dos da Silva, foi nomeado por Lula a pedido de
familiares amigos da primeira-dama ítalo-brasileira Marisa Letícia.

Conclusão: Quem tem amigo não descansa politicamente sem uma bela
mansão.

Que Nossa Senhora de Aparecida, Padroeira do Brasil, nos proteja…

OS SLOGANS DA CAMPANHA POLÍTICA

Sunday, September 21st, 2008

Vamos ver no que vai dar a criatividade desta safra de novos políticos ….

 

9º lugar – Guilherme Bouças, com o slogan:
‘Chega de malas, vote em Bouças.’8º lugar – Grito de guerra do candidato Lingüiça, lá de Cotia (SP).
‘Lingüiça Neles!’

7º lugar – Em Descalvado (AL), tem um candidata chamada Dinha cujo slogan é:
‘Tudo Pela Dinha.’

6º lugar – Em Carmo do Rio Claro, tem um candidato chamado Gê.
‘Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê.’

5º lugar – Em Hidrolândia (GO), tem um candidato chamado Pé.
‘Não vote sentado, vote em Pé.’

4º lugar – E em Piraí do Sul tem um gay chamado Lady Zu.
‘Aquele que dá o que promete.’

3º lugar – A cearense chamada Debora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan:
‘Vote com prazer!’

2º lugar – Candidato a prefeito de Aracati (CE):
‘Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição.’

1º lugar – Em Mogi das Cruzes (SP), tem um candidato chamado Defunto:
‘Vote em Defunto, porque político bom é político morto!’

O impeachment de Gilmar Mendes

Saturday, July 19th, 2008

A evocação é inevitável. Quando o nome do advogado-geral da União, Gilmar Mendes, foi encaminhado ao Senado para ocupar uma das cadeiras do STF, muitos manifestaram estranheza. O libelo mais forte coube ao professor Dalmo Dallari. Em artigo publicado antes da votação, o mestre paulista advertiu que, aprovado o nome do advogado-geral da União, estariam “correndo sério risco a proteção aos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional”. Dallari lembrou que Gilmar, derrotado no Judiciário, “recomendou aos órgãos do Poder Executivo que não cumprissem as decisões judiciais”. Outro caso, lembrado por Dallari, foi o de que a Advocacia-Geral da União, cujo titular era Gilmar, havia pago R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual o atual presidente do STF era um dos proprietários, a fim de que seus subordinados ali fizessem cursos.

Advogados, como o ex-presidente da OAB Reginaldo de Castro, e alguns jornalistas, entre eles este colunista, consideraram que faltavam ao indicado títulos para a alta posição. O fato de haver freqüentado universidades estrangeiras não era recomendação suficiente. Inúmeros ostentam este mesmo título. Há, mesmo, os que se fizeram professores em renomados centros universitários europeus e americanos, e nem por isso foram convocados à alta magistratura nacional. Sua carreira era relativamente curta. A muitos incomodava o comprometimento com o governo Collor – a quem serviu, na Secretaria da Presidência, até o impeachment – e com o de Fernando Henrique. Com Itamar no Planalto, o senhor Gilmar Mendes se transferiu para o Poder Legislativo.

Cabia ao advogado, no governo de Fernando Henrique, examinar e redigir os projetos de lei e medidas provisórias. Algumas dessas medidas foram consideradas inconstitucionais e, com ligeiras modificações, reeditadas. O mais grave é que ele se encontrava sub judice, processado por improbidade administrativa – conforme a denúncia de Dallari – quando seu nome foi levado à Comissão de Justiça do Senado para ocupar a vaga no Supremo. O fato foi comunicado à Câmara Alta, mas o rolo compressor do governo quebrou a resistência da maioria dos senadores. Ainda assim, seu nome foi recusado por 15 parlamentares. Normalmente não há tão expressiva manifestação contrária às indicações presidenciais para o STF. A Associação dos Magistrados Brasileiros também se opôs à sua nomeação. Mais ainda: o Ministério Público questionara, antes, a presença de Gilmar, que pertencia a seus quadros, na Advocacia-Geral da União.

Permito-me citar trecho de artigo que publiquei no Correio Braziliense, no dia mesmo em que o nome do advogado Gilmar Mendes foi levado à Comissão de Constituição e Justiça do Senado:

“De um juiz se pede juízo. O advogado-geral da União excedeu-se no desempenho de suas funções, e excedeu-se também nas relações necessárias com o Poder Judiciário e com o Ministério Público. A firmeza na defesa dos atos governamentais, e das teses jurídicas em que eles possam sustentar-se, não permite o desrespeito para com os que tenham posição diferente. O senhor Gilmar Mendes poderia criticar, com alguma razão, o desempenho do Poder Judiciário, desde que ele atribuísse a deficiência ao acúmulo de leis confusas e conflitantes, situação constatada por todos os magistrados, e o fizesse em termos serenos. Mas se esqueceu o aclamado jurista de que tais leis, em sua maioria, procedem da incompetência do próprio Poder Executivo, a maior fonte legislativa destes últimos anos, com suas medidas provisórias, portarias, decretos, normas – e memorandos”. Até aqui o texto de maio de 2002.

Quando Gilmar, como advogado-geral da União, recomendou aos órgãos públicos que não cumprissem ordens judiciais, excluiu-se eticamente do direito de pertencer ao Poder Judiciário.

Soube-se ontem à noite que um grupo de cidadãos de São Paulo se articula para pedir ao Senado Federal o impeachment do ministro Gilmar Mendes, de acordo com o artigo 39, item V da Constituição Federal, combinados com os artigos 41 e 52, II, da Carta Maior. Conforme dispõe a Constituição, qualquer cidadão, de posse de seus direitos políticos, pode solicitar o impeachment de um membro do Supremo.

Mauro Santayana é jornalista e publicitário