Archive for the ‘Política’ Category

ACORDA BRASIL LIBERDADE E DEMOCRACIA JÁ

Tuesday, January 19th, 2010

PATRULHAMENTO GERAL

O primeiro jornalista a sofrer cerceamento do direito de bem informar, em consequência dos seus verdadeiros, contundentes e procedentes comentários contra os desmandos do atual governo, foi
o Boris Casoy. De acordo com o noticiário da época, ele foi demitido
a pedido do próprio Lulla.

Entretanto aos olhos dos menos atentos, a coisa vem se agravando de maneira avassaladora e perigosa, senão vejamos:

- O Programa do Jô, tirou do ar (sem dar qualquer satisfação ao público) o quadro “As Meninas do Jô” que era apresentado às quartas feiras onde as jornalistas Lilian Wittifib, Ana Maria Tahan, Cristiana Lobo, Lúcia Hippólito e por vezes outras mais, traziam à público e debatiam todas as falcatruas perpetradas por essa corja de corruptos que se apossou do país. As entrevistas sobre temas políticos não têm sido mais levadas a efeito atualmente. Virou um programa de amenidades e sem qualquer brilhantismo.

- O jornalista Arnaldo Jabor, considerado desafeto pelo governo atual, vem sofrendo, de forma velada e sistemática, todo tipo retaliação. Já foi processado, condenado, amordaçado e por aí vai. Sua participação diária, às 07:10 na Rádio CBN tem se limitado a assuntos sem a relevância que tinha, haja vista que está impedido de falar sobre assuntos que envolvam a política nacional e o atual governo.

- A jornalista Lúcia Hippólito, que tinha uma participação diária, às 07:55 hs na Rádio CBN, não está mais ocupando o microfone da emissora como fazia e nenhum comunicado foi feito pelo âncora do horário, o jornalista Heródoto Barbeiro.

Sorrateiramente, colocaram-na como âncora em outro horário, onde enfoca matérias mais amenas e sem a habitual, verdadeira e procedente contundência.

- Diogo Mainard, da Revista Veja, além de processado, vem sofrendo várias ameaças de morte por parte do jornal do MR-8 (que faz parte da base aliada ao Lulla) e de integrantes dos chamados “Movimentos Sociais”.

- O jornal “Estadão” de São Paulo está sob forte censura governamental há pelo menos 120 dias.

Pelo que se vê, Fidel Castro está fazendo escola na América do Sul.

O primeiro a colocar em prática estes ensinamentos, aniquilando

o direito de imprensa foi Hugo Chaves, e pelo andar da carruagem

o nosso PresiMENTE está trilhando pelo mesmo caminho.

Constitucionalmente:

Onde está o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO?

Onde está o LIVRE DIREITO DE MANIFESTAÇÃO?

Onde está a LIBERDADE DE UMA NAÇÃO?

Leiam a íntegra do comentário feito pela jornalista Dora Kraemer, no Estadão de Domingo.

Destaca-se o seguinte trecho que transcrevo:

” Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades.”

ESSE TEXTO DEVE-SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU!!!

ACORDA BRASIL, ENQUANTO É TEMPO, E REAJA.

Militares no Poder …..

Tuesday, April 14th, 2009

images22222

Será que foi mesmo TÃO ruim??

 O QUE OS GOVERNOS MILITARES FIZERAM PELO BRASIL

FIZERAM A MAIOR REVOLUÇÃO INDUSTRIAL DO SÉCULO XX: Pegaram um país com o 45º PIB do mundo e, 21 anos depois, entregaram-no no 10º lugar do PIB mundial (Estamos há 23 anos ainda em 10º, QUAL A EXPLICAÇÃO?).

 

OS  FEITOS:

- Restabelecimento da autoridade por 21 anos;

- Criação de 13 milhões de empregos;

- A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;

- Estruturação das grandes construtoras nacionais;

- Decretação das 200 milhas marítimas, praticamente dobrando a extensão do teritório nacional e ampliando as reservas petrolíferas e biológicas;

- Crescimento do PIB de até 14% ao ano;

- Construção de 4 portos e recuperação de outros 20;

- Criação da Eletrobrás;

- Implantação do Programa Nuclear;

- Criação da NUCLEBRÁS e subsidiárias;

- Criação da EMBRATEL e TELEBRÁS (antes, não havia ‘orelhões’ nas ruas, nem se falava por telefone entre os Estados);

- Construção das Usinas ANGRA I e ANGRA II;

- Desenvolvimento das INDÚSTRIAS AERONÁUTICA e NAVAL (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo);

- Implantação do PRÓ-ÁLCOOL em 1976 (em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool);

- Construção das maiores hidrelétricas do mundo: TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPÚ;

- Brutal incremento das exportações, que cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões; o país ficou menos dependente do café, cujo valor das exportações passou de mais de 60% para menos de 20% do total;

- Rede de rodovias asfaltadas, passou de 3 mil para 45 mil km;

- Fomento e financiamento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;

- Aumento dos cursos de MESTRADO e DOUTORADO;

- Criação do INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;

- Criação do FUNRURAL, a previdência para os cidadãos do campo;

- Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador;

- Criação do FGTS, PIS, PASEP;

- Criação da EMBRAPA (70 milhões de toneladas de grãos);

- Duplicação da rodovia RIO-JUIZ DE FORA e da VIA DUTRA;

- Criação da EBTU; – Implementação do Metrô em SÃO PAULO , RIO DE JANEIRO, BELO HORIZONTE, RECIFE e FORTALEZA;

- Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (GALEÃO, GUARULHOS, BRASÍLIA, CONFINS, CAMPINAS – VIRACOPOS, SALVADOR, MANAUS);

- Implementação dos PÓLOS PETROQUÍMICOS em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari);

- Investimentos na prospecção de petróleo no fundo do mar que resultaram na descoberta da bacia de Campos em 1976;

- Construção do PORTO DE ITAQUÍ e do terminal de minério da Ponta da Madeira, na Ilha de São Luís no Maranhão;

- Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;

- Promulgação do `Estatuto da Terra`, com o início da Reforma Agrária pacífica;

- Polícia Federal;

- Código Tributário Nacional;

- Código de Mineração;

- Implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus;

- IBDF – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;

- Conselho Nacional de Poluição Ambiental;

- Reforma do TCU;

- Estatuto do Magistério Superior;

- INDA – Instituto de Desenvolvimento Agrário;

- Criação do Banco Central (DEZ/64);

- SFH – Sistema Financeiro de Habitação;

- BNH – Banco Nacional de Habitação;

- Construção de 4 milhões de moradias;

- Regulamentação do 13º. salário;

- Banco da Amazônia;

- SUDAM;

- Reforma Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, Habitacional, Política e Universitária;

- Ferrovia da soja;

- Rede Ferroviária ampliada de 3 mil e remodelada para 11 mil km;

- Frota mercante de 1 para 4 milhões de TDW;

- Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;

- Matrículas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;

- Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas);

- Estabelecimentos de assistência médico sanitária de 6 para 28 mil;

- Crédito Educativo;

- Projeto RONDON;

- MOBRAL;

- Abertura da Transamazônica com instalação de agrovilas;

- Asfaltamento da rodovia Belém-Brasília;

- Construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança, no Rio Parnaíba;

- Construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda);

- Construção da PONTE RIO-NITERÓI;

- Construção da rodovia RIO-SANTOS (BR 101);

- E o mais importante: impediram a implantação de uma `FARC` no Brasil

Doação do nosso patrimônio

Sunday, November 30th, 2008

Já contei aqui há muito tempo o que se chamou de “Acordos de Washington”. Realizados no Brasil e na capital dos Estados Unidos.

Participaram economistas “engajados” de lá e daqui. E mais importante.
Estavam presentes FHC, ainda não presidente, e Nelson Rockefeller, um dos donos do mundo, por herança do nome.

Esses encontros eram preparados, planejados e monitorados pelos grandes bancos do mundo, sempre os mesmos. Os países ricos, muito bem assessorados pelos economistas do FMI, convenceram os países pobres  (pobre, lógico, é força de expressão, principalmente em relação ao  Brasil) de que só poderiam crescer e se desenvolver com AJUDA dos bancos
multinacionais.

A primeira reunião ocorreu no Brasil em 1983, estávamos praticamente  saindo da ditadura, quando a DÍVIDA EXTERNA cresceu bastante, a INTERNA ainda não existia.

A DÍVIDA EXTERNA, que pulou de 1 BILHÃO em 1960 para 60 BILHÕES nesse 1983, a partir daí passou a dar saltos fenomenais. É que os juros foram  aumentados barbaramente, o que, logicamente, jogou o principal lá para o alto.

No ano de 2000, essa DÍVIDA EXTERNA estava em 240 BILHÕES. O grande incentivador desse crescimento foi FHC, que participou do fato  duplamente. Como simples convidado em 1983 (aqui na filial) e em 1985  (lá na matriz), e depois como presidente.

Como o assunto é vastíssimo e afeta diretamente a nossa soberania, hoje vou escrever unicamente sobre a monstruosa DÍVIDA INTERNA.  

Até 1992 não havia DÍVIDA INTERNA. Começou timidamente com Itamar  Franco, já com FHC como ministro da Fazenda, logo a seguir. Quando o  próprio FHC assumiu a presidência em 1º de janeiro de 1995, a DÍVIDA  INTERNA estava em 62 BILHÕES. (Tanto faz de dólar ou de real, inventaram
a absurda paridade). Cumprindo como presidente o que fora acertado em 1983 e 1985, FHC foi elevando a DÍVIDA.

De 62 bilhões passou quase a 100 bilhões em 1997, 250 bilhões em 1998,  já então com a REEELEIÇÃO comprada não pelo mensalão e sim paga à vista,
a tanto por cabeça. Quando foi obrigado a deixar o governo (não obteve o  terceiro mandato), essa DÍVIDA já beirava os 750 BILHÕES.

E mais grave ainda: FHC criou a Comissão de DESESTATIZAÇÃO, e colocou  nela homens que passaram a exibir um ENRIQUECIMENTO COLOSSAL, sem
qualquer explicação.

O próprio FHC ia para a televisão, várias vezes, muitas vezes, inúmeras vezes, sempre com o mesmo discurso: “Temos que vender empresas estatais  para poder pagar os juros da DÍVIDA INTERNA”. Só que as estatais de  todos os setores iam sendo entregues e a DÍVIDA crescendo cada vez mais.

Com FHC, os juros para pagamento dessa DÍVIDA chegaram a 48 por cento,  não sei que palavra usar para rotular essa bandalheira. (Talvez seja essa mesma, b-a-n-d-a-l-h-e-I-r-a).

Essas estatais, que nas palavras do próprio FHC “estavam sendo vendidas”, na verdade eram apenas DOADAS, por causa dos preços  inacreditavelmente baixos. Só para citar a Vale, cujo patrimônio era de  3 TRILHÕES, entregue por 3 BILHÕES. E ainda financiados pelo BNDES, que
entregou fortunas ao Bradesco-Bradespar e a outros “donos” de bancos falidos, que passaram a potências financeiras e até políticas.

Até mesmo a Petrobras ia sendo entregue, só que FHC não teve coragem de  DOÁ-LA. Mas assinou a Lei 9478, que arruinou uma parte da empresa e criou as inacreditáveis L-I-C-I-T-A-Ç-Õ-E-S. O governador Requião quis
tornar essa LICITAÇÃO no que era, inconstitucional. Ganhava por 4 a 0, Jobim fez um gesto, um ministro “pediu vista”, entregou o processo meses  depois. O governador Requião perdeu por 7 a 4.

PS – Entregaram tudo, Furnas foi salva por causa do espírito público do seu presidente, Luiz Carlos Santos. Perdemos riquezas e não apenas  minérios. Todos os bancos estaduais se transformaram em multinacionais.

PS 2 – O presidente Lula poderia ter REESTATIZADO tudo. Os países do mundo não inventaram, agora, o SOCIALISMO-ESTATAL? Lula poderia ter se  antecipado. 

(Mas não teve coragem.

 

 

 Fernando Brígido

Nossa Senhora nos proteja…

Sunday, October 19th, 2008

Henrique de Campos Meirelles, de 63 anos, é o homem fundamental para o
destino do chefão Luiz Inácio Lula da Silva, no curtíssimo, no médio ou
no longo prazos. Meirelles será o principal concorrente ao projeto de
retorno presidencial de Lula, em 2014. Motivo simples de explicar.
Meirelles pretende ser governador de Goiás em 2010. Quatro anos depois,
seu alvo será o Palácio do Planalto. Meirelles sonha com a cadeira
presidencial desde 2002, quando se aposentou da presidência mundial do
BankBoston.

Talvez a equipe estratégica do chefão Lula já saiba destes planos. Há
bastante tempo, a vontade de detonar Meirelles do BC é imensa. Ele
também está doido para deixar o cargo. Mas a detonação da crise
financeira internacional, mexendo na liquidez de grandes bancos, o
obriga a ficar onde está. Para pavor do chefão Lula, que não entende
direito o que o Presidente (do BC) lhe explica, Meirelles é o homem mais
poderoso do Brasil e tem papel estratégico no mundo de hoje.

Simplesmente porque Meirelles preside os destinos econômicos do único
País, junto com os EUA, que será o grande credor líquido no final da
presente crise financeira global. O Brasil não pode e nem vai quebrar
porque é o fornecedor das principais commodities (alimentos e minerais)
que sustentam o resto do mundo. Meirelles teve as informações
privilegiadas sobre o caos no mundo financeiro.

Eis por que Meirelles adotou uma política monetária ortodoxa no BC.
Blindou o sistema financeiro nacional e fez reservas internacionais em
dólar em um volume que ninguém entendeu e apenas poucos ousaram
criticar. Meirelles guardou (aplicou, né?) mais de US$ 200 bilhões do
Brasil nos confrinhos dos banqueiros amigos. Tudo porque tinha a
informação privilegiada de que a crise viria não na forma de uma
“marolinha”, mas de um tsunami sem hora para acabar.

Lula anda brigado com Meirelles que hoje manda no Brasil de verdade.
Agora, vai ter de aturar o Presidente de fato do País. Meirelles acaba
de conquistar o prêmio de “Financista do Ano”. A honraria foi concedida
pela revista especializada “Latin Trade”, editada em Miami. Em
Washington, ontem, também faturou o prêmio de banqueiro central do ano
da América Latina. Durante a premiação, Meirelles deixou claro que o BC
do Brasil tem tomado decisões dentro da área de competência e
“certamente o presidente Lula tem dado apoio e concordado com as
decisões do BC”.

Ou seja, Lula não manda. Apenas obedece. O chefão está PT da vida com
Meirelles, que pode atrapalhar seus planos de voltar ao Planalto em
2014. Se Meirelles se sair bem na condição da crise atual, alimentará
ainda mais sua fama de bom gestor. E mesmo não sendo tão popular quanto
o chefão, Meirelles terá o apoio fundamental para ser presidente do
Brasil: o dos banqueiros internacionais socialistas fabianos. Eles
escolhem quem vai ocupar a Presidência da República. O povinho apenas
vota no boneco do ventríloquo, seja ele quem for.

O adversário de Lula tem um histórico de poder. Em 1984, Henrique
Meirelles conseguiu a façanha de ser alçado ao posto máximo do
BankBoston. Curiosamente um banco que, até 1947, sequer aceitava
estrangeiros nem como clientes. Antes de nomeá-lo, a cúpula do
BankBoston consultou o Federal Reserve, o banco central privado
americano, sobre a hipótese de escolher um brasileiro para presidente.
Nunca um estrangeiro, fosse ele sul-americano, asiático ou europeu,
havia dirigido uma casa bancária de tal porte nos Estados Unidos.

O Fed não fez restrição alguma a Meirelles. Apenas realizou uma rápida
consulta aos bancos centrais do então G-7, o grupo que reúne as nações
mais ricas do mundo. Descobriu que não havia casos similares nesses
países. Em todos eles, grandes bancos só eram dirigidos por cidadãos
nascidos no país. O engenheiro Meirelles foi um fenômeno à parte. Sua
cerimônia solene de posse teve até juramento sobre a Bíblia Sagrada.
Meirelles também jurou sobre a Constituição americana.

Meirelles fez jus a um salário anual de US$ 2 milhões de dólares. O
valor podia subir muito quando contabilizadas as bonificações e opções
de compra de ações. Em 1999, quando o BankBoston se fundiu com o grupo
Fleet Financial, Meirelles teve direito a uma remuneração de US$ 14,6
milhões de dólares, incluindo nessa conta salários, opções de ações e
bônus.

Em Boston, Meirelles morou numa casinha de US$ 5,5 milhões de dólares.
Incomodado com a vida pacata (talvez de bosta) da cidade, mudou-se mais
tarde para Nova York. Na Big Apple comprou um apartamento de 400 metros
quadrados na Quinta Avenida, avaliado em US$ 5 milhões de dólares.
Especulou-se que Meirelles tenha construído um patrimônio de US$ 70
milhões de dólares. Meirelles nunca admitiu tanto.

Um belo dia, o milionário Meirelles decidiu abandonar o maravilhoso
mundo das finanças internacionais para tornar-se político no Brasil.
Quis trocar seu big apê em NY pelo Palácio da Alvorada. No ano de 2002,
Meirelles pensou em disputar a Presidência da República. Notou que era
cedo para isto. Então, botou na cabeça que disputaria uma vaga de
senador por Goiás. Logo percebeu que também era areia demais, mesmo para
seu super poderoso caminhão de dinheiro e apoios. Logo concluiu que seu
caminho seria a Câmara dos Deputados.

Só teria de se filiar a um partido. Procurou o PMDB, o PFL e o PTB.
Impressionante, foi rejeitado. Quem o aceitou, depois de uma indicação
pessoal do então presidente FHC, foi o PSDB. O neotucano Meirelles saiu
candidato a deputado federal. Venceu, com surpreendentes 183 mil votos.
Muito sufrágio para um mero desconhecido, que só era popular no
impopular mundo global das finanças.

Acontece que Meirelles não assumiu o mandato. A Oligarquia Financeira
Transnacional o designou para a presidência do Banco Central do Brasil.
Foi o primeiro sujeito indicado antes de Lula assumir, para substituir
outro homem de confiança do mercado financeiro global: o economista
Armínio Fraga, da Gávea Investimentos, homem de confiança do
mega-especulador-investidor George Soros – ilustre socialista Fabiano.
Em dezembro de 2002, Meirelles teve seu nome anunciado nos EUA, para a
presidência do BC, durante uma viagem de beija mão do já eleito Luiz
Inácio Lula da Silva.

Meirelles declarou seu patrimônio de R$ 100 milhões e assumiu o posto de
“autoridade monetária”. Tornou-se um dos homens mais poderosos da
primeira e da segunda gestão Lula. Sofreu covardes ataques de petistas
de peso, como os senadores Aloísio Mercadante, Eduardo Suplicy e do seu
“companheiro” de desgoverno, Guido Mantega. Meirelles foi muito duro na
queda.

Em maio de 2005, Meirelles sobreviveu a uma denúncia do Procurador-Geral
da República. Antônio Fernando de Souza pediu sua quebra de sigilo
fiscal ao Supremo Tribunal Federal. Meirelles foi suspeito de fazer
remessa ilegal de dinheiro ao exterior. Um processo foi aberto. No
entanto, foi arquivado no mesmo ano. O plenário do STF considerou
improcedente a denúncia do Ministério Público Federal.

Aliás, deve ser o mesmo que ocorrerá com o caso de outro homem poderoso
e que foi grande parceiro de Meirelles: o deputado federal Antônio
Palocci Filho. O ex-ministro da Fazenda (e ex-sucessor da gestão
financeira da campanha presidencial petista, logo após ao assassinato do
prefeito de Santo André Celso Daniel) também foi denunciado ao STF por
Antonio Fernando de Souza. Motivo torpe: quebra de sigilo funcional. O
ex-ministro foi acusado de dar ordem para que o sigilo bancário do
caseiro Francenildo dos Santos Costa fosse quebrado. O relator do caso
Palocci foi o atual presidente do STF Gilmar Mendes…

Mas voltemos a Meirelles, que sonha largar o Banco Central assim que
puder e deixarem, para se candidatar ao governo de Goiás, em 2010. Por
causa da ação contra o presidente do Banco Central, o desgoverno Lula
inventou um jeito de blindá-lo. Com a Medida Provisória 207, o
presidente do BC ganhou o mesmo foro privilegiado dos ministros. A MP
logo foi considerada constitucional pelo STF. Acabou incorporada à lei
10.683 que cuida do foro especial das autoridades.

Lula que se cuide. Meirelles está blindado para 2014. Ao PT só restará
impedir que ele se candidate e vença o governo de Goiás, em 2010. O
marido da Eva, que não leva o menor jeito para Adão, sonha com o Palácio
do Planalto em 2014. Quem pode impedir Meirelles de realizar seu sonho,
quando tiver 69 anos de idade? Só se a Eva, na intimidade da alcova, o
convencer de que não vale a pena presidir o verdadeiro Paraíso do Mundo,
que é o Brasil.

Apenas uma previsão

A notícia sobre a candidatura de Meirelles ainda não saiu na Veja, na
Istoé, na Época, nO Globo, na Folha de S. Paulo, no Estadão ou em
qualquer outro jornalão.

Quem sabe, às vésperas da eleição de 2014, estará em destaque na mídia?

O Alerta Total apenas antecipa quem é o maior adversário aos projetos
futuros de nosso popular chefão.

Descanse em paz na mansão

Lula vai se aposentar de novo em 2010 com retorno pensado para 2014. Até
lá, além de viajar muito, vai curtir sua mansão na Swiss Park (nobre
gleba que pertenceu aos Lewandowsky, em São Bernardo do Campo).

Lula merece o melhor dos mundos porque faz grandes amigos.

O ministro do STF, Ricardo Lewandowsky, cuja mãe é dona das terras onde
se ergue o Templo dos da Silva, foi nomeado por Lula a pedido de
familiares amigos da primeira-dama ítalo-brasileira Marisa Letícia.

Conclusão: Quem tem amigo não descansa politicamente sem uma bela
mansão.

Que Nossa Senhora de Aparecida, Padroeira do Brasil, nos proteja…

OS SLOGANS DA CAMPANHA POLÍTICA

Sunday, September 21st, 2008

Vamos ver no que vai dar a criatividade desta safra de novos políticos ….

 

9º lugar – Guilherme Bouças, com o slogan:
‘Chega de malas, vote em Bouças.’8º lugar – Grito de guerra do candidato Lingüiça, lá de Cotia (SP).
‘Lingüiça Neles!’

7º lugar – Em Descalvado (AL), tem um candidata chamada Dinha cujo slogan é:
‘Tudo Pela Dinha.’

6º lugar – Em Carmo do Rio Claro, tem um candidato chamado Gê.
‘Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê.’

5º lugar – Em Hidrolândia (GO), tem um candidato chamado Pé.
‘Não vote sentado, vote em Pé.’

4º lugar – E em Piraí do Sul tem um gay chamado Lady Zu.
‘Aquele que dá o que promete.’

3º lugar – A cearense chamada Debora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan:
‘Vote com prazer!’

2º lugar – Candidato a prefeito de Aracati (CE):
‘Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição.’

1º lugar – Em Mogi das Cruzes (SP), tem um candidato chamado Defunto:
‘Vote em Defunto, porque político bom é político morto!’

O impeachment de Gilmar Mendes

Saturday, July 19th, 2008

A evocação é inevitável. Quando o nome do advogado-geral da União, Gilmar Mendes, foi encaminhado ao Senado para ocupar uma das cadeiras do STF, muitos manifestaram estranheza. O libelo mais forte coube ao professor Dalmo Dallari. Em artigo publicado antes da votação, o mestre paulista advertiu que, aprovado o nome do advogado-geral da União, estariam “correndo sério risco a proteção aos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional”. Dallari lembrou que Gilmar, derrotado no Judiciário, “recomendou aos órgãos do Poder Executivo que não cumprissem as decisões judiciais”. Outro caso, lembrado por Dallari, foi o de que a Advocacia-Geral da União, cujo titular era Gilmar, havia pago R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual o atual presidente do STF era um dos proprietários, a fim de que seus subordinados ali fizessem cursos.

Advogados, como o ex-presidente da OAB Reginaldo de Castro, e alguns jornalistas, entre eles este colunista, consideraram que faltavam ao indicado títulos para a alta posição. O fato de haver freqüentado universidades estrangeiras não era recomendação suficiente. Inúmeros ostentam este mesmo título. Há, mesmo, os que se fizeram professores em renomados centros universitários europeus e americanos, e nem por isso foram convocados à alta magistratura nacional. Sua carreira era relativamente curta. A muitos incomodava o comprometimento com o governo Collor – a quem serviu, na Secretaria da Presidência, até o impeachment – e com o de Fernando Henrique. Com Itamar no Planalto, o senhor Gilmar Mendes se transferiu para o Poder Legislativo.

Cabia ao advogado, no governo de Fernando Henrique, examinar e redigir os projetos de lei e medidas provisórias. Algumas dessas medidas foram consideradas inconstitucionais e, com ligeiras modificações, reeditadas. O mais grave é que ele se encontrava sub judice, processado por improbidade administrativa – conforme a denúncia de Dallari – quando seu nome foi levado à Comissão de Justiça do Senado para ocupar a vaga no Supremo. O fato foi comunicado à Câmara Alta, mas o rolo compressor do governo quebrou a resistência da maioria dos senadores. Ainda assim, seu nome foi recusado por 15 parlamentares. Normalmente não há tão expressiva manifestação contrária às indicações presidenciais para o STF. A Associação dos Magistrados Brasileiros também se opôs à sua nomeação. Mais ainda: o Ministério Público questionara, antes, a presença de Gilmar, que pertencia a seus quadros, na Advocacia-Geral da União.

Permito-me citar trecho de artigo que publiquei no Correio Braziliense, no dia mesmo em que o nome do advogado Gilmar Mendes foi levado à Comissão de Constituição e Justiça do Senado:

“De um juiz se pede juízo. O advogado-geral da União excedeu-se no desempenho de suas funções, e excedeu-se também nas relações necessárias com o Poder Judiciário e com o Ministério Público. A firmeza na defesa dos atos governamentais, e das teses jurídicas em que eles possam sustentar-se, não permite o desrespeito para com os que tenham posição diferente. O senhor Gilmar Mendes poderia criticar, com alguma razão, o desempenho do Poder Judiciário, desde que ele atribuísse a deficiência ao acúmulo de leis confusas e conflitantes, situação constatada por todos os magistrados, e o fizesse em termos serenos. Mas se esqueceu o aclamado jurista de que tais leis, em sua maioria, procedem da incompetência do próprio Poder Executivo, a maior fonte legislativa destes últimos anos, com suas medidas provisórias, portarias, decretos, normas – e memorandos”. Até aqui o texto de maio de 2002.

Quando Gilmar, como advogado-geral da União, recomendou aos órgãos públicos que não cumprissem ordens judiciais, excluiu-se eticamente do direito de pertencer ao Poder Judiciário.

Soube-se ontem à noite que um grupo de cidadãos de São Paulo se articula para pedir ao Senado Federal o impeachment do ministro Gilmar Mendes, de acordo com o artigo 39, item V da Constituição Federal, combinados com os artigos 41 e 52, II, da Carta Maior. Conforme dispõe a Constituição, qualquer cidadão, de posse de seus direitos políticos, pode solicitar o impeachment de um membro do Supremo.

Mauro Santayana é jornalista e publicitário

O GOVERNO DA LATINHA…

Saturday, July 19th, 2008

A nova alcunha do Governo é ‘LATINHA’…  
A gente anda pela rua e aponta para as portas fechadas e diz:

LÁ TINHA uma loja… 
LÁ TINHA uma fábrica…

 LÁ TINHA um armazém… 
LÁ TINHA trabalhadores. ..

 LÁ TINHA um sonho…
 LÁ TINHA esperança…

LÁ TINHA uma escola…
 LÁ TINHA um serviço de urgência…
 
LÁ TINHA esperança de dias melhores…
 
 
Parem de fazer merda nas urnas!!
 

PT Nunca mais!!!

Brasileiro é bobalhão!!

Monday, June 23rd, 2008

 

 

 

 

 

 

Brasileiro é um  povo solidário. Mentira. -Brasileiro é babaca.Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari,

só porque tem uma história de vida sofrida;

Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;

Aceitar que ONG’s de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade…

Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito,

não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.

-Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

-Fazer piadinha  com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.

Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.

Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri  feito bobo.

-Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência. –

O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que  ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos,

quando na verdade, são oriundos do povo.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês,

para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe  lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

Um povo que se conforma em receber uma esmola  do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal

maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra  coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto. Mentira. – Já foi; hoje é uma qualidade em baixa. – Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar,

provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas,

quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. –

Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.

Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.

Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como “aviãozinho” do tráfico para ganhar uma grana legal.

Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.

Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei.

A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto,

mas  sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.

Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.

Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita

. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs),  seguido de   duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).

Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso?  Pense!

O famoso jeitinho brasileiro.

Em minha opinião um dos maiores

responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.

Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um “gato” puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.

No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto…

Malandrões esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?

Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa…

O Brasil é o país do futuro. Caramba,

meu avô dizia isso em 1950.

Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.

Dessa vergonha eles se safaram… Brasil, o país do futuro !? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar…

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

Para finalizar tiro minha conclusão:

O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar .

Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte,

e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país  novamente.

Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.

Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma  o mais importante:  Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

  Arnaldo Jabor.

 

 

 

 

 

  

Contrabando de Minérios Brasileiros

Wednesday, May 28th, 2008

Esta é a entrevista do Dr. Antônio José Ribas Paiva que denúncia não só o sub-faturamento do nosso Nióbio como também seu contrabando.

Todos os brasileiros deveriam saber que são donos desse minério que o mundo inteiro precisa, mas curiosamente quase não se fala no assunto.

A entrevista foi feita imediatamente após a vitória de Lula em dez/2002, sendo que no fim de semana seguinte ele retornou à fazenda do grupo Moreira Sales (primeiro fim de semana de dezembro/02) e reuniu-se com todos os governadores do PSDB.
A noticia está na FSP, não se trata de imaginação.

Façam vocês mesmos sua análise ouvindo as gravações na ordem correta!

http://niobiobrasil.tripod.com/
http://br.youtube.com/watch?v=P_DTQZOeCkk&feature=related

http://br.youtube.com/watch?v=u07C-q9Jr2Y&NR=1

General Leônidas: “Revanchismo tem que acabar”

Thursday, May 22nd, 2008

Escrito por Claudio Leal – Terra Magazine

O general e ex-ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves, 87 anos, desempenhou um papel central, porém discreto, nos bastidores da redemocratização do País. Na madrugada de 15 de março de 1985, telefonou para o então vice de Tancredo Neves, o senador José Sarney, depois de articulações políticas e jurídicas. A poucas horas da posse, houve de informar a Sarney a definição de seu nome como sucessor constitucional do agonizante Tancredo. Disposto a encerrar negativas, o general cortou a ligação: “Boa noite, presidente!”.

Vinte e três anos depois daquela noite tumultuada, uma das peças do retorno do Brasil à democracia, a Lei de Anistia, ganhou contestação pública do ministro da Justiça, Tarso Genro, na antiga sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), no Rio de Janeiro. Com o velho tom de voz do telefonema a Sarney, o general Leônidas questiona a quebra de um pacto histórico que visava apagar ódios e rancores mútuos.

- Nós das Forças Armadas já anistiamos. E essa gente não quer nos anistiar – define.

Em entrevista exclusiva a Terra Magazine, o ex-ministro do Exército (1985-1990) do primeiro governo da Nova República critica o que chama de “revanchismo”. Por telefone, abriu uma “exceção”, como faz questão de dizer, e aceitou responder a perguntas sobre a Anistia, a abertura de arquivos secretos, a esquerda armada, a eclosão de 1964, a tortura e a troca de informações entre os militares da América do Sul. Em duas partes, publicamos a conversa com o general. Às 14h, a segunda.

Em 15 de maio, no Rio, durante a assinatura do Memorial da Anistia Política no Brasil, o ministro Tarso Genro defendeu a punição dos responsáveis por crimes de tortura na ditadura militar (1964-1985). A declaração reabriu o debate sobre o alcance da Lei 6.683, votada em agosto de 1979.

- A Lei de Anistia é uma lei política. Ela incide sobre os crimes políticos. A tortura não pode ser considerada um crime político (…) Agora, isso tem que ser uma interpretação do Poder Judiciário. Não é necessário modificar a lei para que esses crimes sejam punidos – analisou o ministro.

Genro criticou ainda o “sigilo eterno” de documentos secretos. Outra tecla sensível das Forças Armadas.

Para o general Leônidas, o Brasil deve ser pensado daqui “pra frente”, pois avalia que a Anistia apagou as marcas dos dois lados. Se houver punição, afirma, terão de ser revistas também as ações da esquerda, a exemplo do atentado a bomba no Aeroporto de Guararapes (Recife), em 1966. O ataque é atribuído à AP (Ação Popular).

- A anistia tem um dom: nós todos temos que esquecer essas coisas e cuidar do Brasil. Pra mim, essas coisas, lamentavelmente, têm gosto de revanchismo. Acho uma coisa imperdoável pra um homem da estatura funcional do ministro Tarso Genro.
O general fala da reunião de documentos do CIE (Centro de Inteligência do Exército) sobre a esquerda armada, durante sua passagem pelo governo Sarney. Nega a elaboração de um “livro”, mas admite a coleta de “registros históricos”. “Mas vocês, quando falta assunto, buscam minhoca embaixo de laje, viu?”, diz Leônidas sobre a mídia. Na reserva, ele vive atualmente no Rio de Janeiro.

A seguir, a primeira parte da conversa.

Terra Magazine – O que o senhor acha das declarações do ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre a Lei de Anistia?
General Leônidas Pires Gonçalves – Acho que é uma opinião dele, mas eu não concordo. Anistia tem que ser ampla e irrestrita. Esse revanchismo tem que acabar. É melhor deixarmos essas coisas do passado e cuidarmos do Brasil daqui pra frente. Até porque há coisas também a serem cobradas…

O que tem que ser cobrado?
Porque do outro lado houve vários crimes. Ou você ignora isso? Me responda.

Houve anistia para os dois lados.
Exatamente. Esse é meu ponto de vista.
O senhor fez um livro quando era ministro do Exército do governo Sarney?
Ninguém fez livro nenhum. Isso tudo é conversa de vocês da mídia! O que nós tínhamos era um registro histórico, que nunca teve esse título de “livro”. Mas vocês, quando falta assunto, buscam minhoca embaixo de laje, viu? Isso é que é verdade. Nunca houve livro coisa nenhuma.

Com documentos do CIE (Centro de Inteligência do Exército)?
Um registro histórico da nossa atividade. Nunca foi pra fazer um livro. Esse título de “livro” nem sei quem é que deu.

Saiu na imprensa.
Eu, por exemplo, nunca tive a idéia de publicar nada. Até porque tem uma justificativa pra não publicar nada: é que, durante meu período, não houve essas ações revanchistas. São muito pouco patrióticas, sabe? Querer rever coisas que não interessam mais.

O ministro Tarso Genro disse que a Lei de Anistia não protege torturadores.
Ora, pergunta se pegar um embaixador, raptar um embaixador, botar dentro de um automóvel a bordoada… Um homem acostumado a ser reverenciado, botar num quartinho de 2 por 3, e todo dia dizer que vão matar… Isso não é tortura?

O seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969?
De todos eles! É muito engraçado. Só se vê as coisas de um lado. A anistia tem um dom: nós todos temos que esquecer essas coisas e cuidar do Brasil. Pra mim, essas coisas, lamentavelmente, têm gosto de revanchismo. Acho uma coisa imperdoável pra um homem da estatura funcional do ministro Tarso Genro.

Defende uma conciliação?
Total. Nós das Forças Armadas já anistiamos. E essa gente não quer nos anistiar.

O ministro da Justiça também falou da abertura de arquivos. Quais arquivos faltam ser abertos?
Olha, eu não sei, não sei por que se fala nisso. Francamente. Não sei de arquivo.

Não é preciso especificar?
Uma vez ouvi de Elio Gaspari (jornalista) uma sentença interessante: a subversão abriu muito menos seus arquivos do que nós (risos). Que eles abram os arquivos deles também.

Mas há um livro do Daniel Aarão Reis Filho (historiador, autor de Imagens da Revolução, com Jair Ferreira de Sá) que reúne documentos das organizações de esquerda.
Pois é, há também o do (Jacob) Gorender. Eles nunca quiseram derrubar ditadura nenhuma, eles queriam fazer a ditadura deles.

É a tese do golpe preventivo?
Eles hoje dizem que estavam contra a ditadura… O Gorender diz que não. O Aarão Reis diz que não. E aquela outra que foi exilada com Zé Dirceu disse: “não, nós não queríamos derrubar ditadura não… Nós queríamos fazer a nossa ditadura”. Aquela gente toda era de esquerda.

O ex-ministro Jarbas Passarinho reconhece que houve, depois de 1964, um regime autoritário.
Mas, venha cá, você sabe qual é a diferença entre regime autoritário e ditadura? Primeiro, regime autoritário não tem permanência de ninguém no poder. No nosso regime, o presidente foi sistematicamente mudado. Bom, você diz, mudado no Congresso… Em quantos países do mundo a democracia é exercida pelo Congresso e não por voto direto? Segundo, nós não tínhamos ideologia. E o que caracteriza uma ditadura é a ideologia. Nós não tínhamos uma ideologia. Sabe qual era a nossa? Fazer voltar a democracia verdadeira ao Brasil. Chamar de “ditadura militar” é uma impropriedade política. Eu tenho um trabalho publicado sobre política, minha tese na Escola Superior de Guerra.

O senhor acha que o governo Lula tem motivação ideológica pra resgatar essa questão?
Você sabe de uma coisa? O presidente Lula não está muito engajado nisso. É essa periferia que se esquece de uma coisa fantástica: devíamos agradecer de joelhos, todo dia, nós termos feito a Revolução que permitiu voltar a democracia, que nós sempre quisemos. E evitar que a ditadura comunista, altamente violenta e assassina, estivesse vigente. Por que eu digo isso? Porque se eles tivessem chegado ao poder pela linha deles, e não pela nossa – porque chegaram por via democrática -, todos eles já estavam mortos, na típica autofagia dos comandos comunistas. Quantas pessoas que subiram com ele o Stálin matou?

O regime militar brasileiro também registrou desaparecimentos.
Vem cá! Qual foi o primeiro sangue que correu no Brasil?

O primeiro sangue?
Na Revolução de 64.

O senhor fala do atentado no aeroporto Guararapes (25 de julho de 1966, dia da visita do general Costa e Silva a Recife)?
Ah, “você fala” não! É aquele! E que ninguém fala. Que todo mundo esconde! Se o avião do Costa e Silva estivesse no ar, morreriam 50 pessoas. O Ronaldo Costa Couto, no livro dele, diz que Betinho sabia que era da AP (Ação Popular). Ninguém fala nisso, não. Essa gente podia ser julgada também, né?


(N.R. O atentado em Guararapes deixou dois mortos: o almirante Nelson Gomes Fernandes e o jornalista Edson Régis de Carvalho.)