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Ouvir, argumentar, decidir

Tuesday, June 22nd, 2010


“Ouvir, argumentar, decidir”

O candidato do PSDB à Presidência da República diz que o loteamento de cargos no governo do PT turbinou a corrupção e dá sua receita de governabilidade sem clientelismo



Nenhum outro político brasileiro tem no currículo uma vida pública como a de José Serra, 68 anos, candidato do PSDB à sucessão de Lula. Jovem, presidia a União Nacional dos Estudantes (UNE) quando veio o golpe de 64, que o levou ao exílio, expatriação que duraria até 1978. De volta ao Brasil com diploma de economia no bolso, foi secretário do Planejamento, deputado constituinte, senador, ministro do Planejamento e da Saúde, prefeito e governador. Sobre Dilma Rousseff, ele diz: “Hoje me choca ver gente que sofreu sob a ditadura no Brasil cortejando ditadores que querem a bomba atômica, que encarceram, torturam e matam adversários políticos, fraudam eleições, perseguem a imprensa livre, manipulam e intervêm no Legislativo e no Judiciário. Isso é incompatível com a crença na democracia e o respeito aos direitos humanos”.

O senhor já enfrentou todo tipo de adversário em eleições, mas, desta vez, a se fiar nas palavras do presidente Lula, vai concorrer com um “vazio na cédula”, preenchido com o nome de Dilma Rousseff. Afinal, quem é seu adversário nesta eleição?
Só tenho a certeza de que não vai ser Lula, cujo mandato termina no próximo dia 31 de dezembro. Adversários são todos os demais candidatos à Presidência da República. Por trás dos nomes na tela da urna eletrônica há a história, as propostas e a credibilidade de cada um. Minha obrigação é me apresentar aos brasileiros sem subestimar nem superestimar os demais. Deixemos que os eleitores julguem. É muito bom que os candidatos sejam diferentes entre si
e também em relação aos presidentes que já deram sua contribuição ao Brasil. A beleza da vida está justamente em cada um ter seus próprios atributos.

Depois que os repórteres da sucursal de VEJA em Brasília desvendaram uma tentativa de aloprados do PT de, uma vez mais, montar uma central de bisbilhotagem de adversários, as operações foram desautorizadas pela cúpula da campanha. O senhor responsabiliza a candidata Dilma Rousseff diretamente pelas malfeitorias ali planejadas?
Só cabe lamentar e repudiar as tentativas de difusão de mentiras, de espionagem, às vezes usando dinheiro público, às vezes usando dinheiro de origem desconhecida, como em 2006. São ofensas graves e crimes que ferem até mesmo direitos básicos assegurados pela Constituição brasileira. Isso não é honesto com o eleitor. É coisa de gente que rejeita a democracia. A candidata disse que não aprova esse tipo de atitude, mas não a repudiou, não pediu desculpas públicas nem afastou exemplarmente os responsáveis. Essa reação tímida e a tentativa de culpar as vítimas fazem dela, a meu ver, responsável pelos episódios.

Por que para a democracia brasileira é positivo experimentar uma alternância de poder depois de oito anos de governo Lula?
Querer se pendurar no passado é um erro, não de campanha, mas em relação ao país. Eleição diz respeito ao futuro. Por isso, a questão que se coloca agora aos eleitores é escolher o melhor candidato, aquele que tem mais condições de presidir o Brasil até 2014. Eu ofereço aos brasileiros a minha história de vida e as minhas realizações como político e administrador público. Ofereço as minhas ideias e propostas. Espero que os demais candidatos façam o mesmo, para que os brasileiros possam comparar.

Como o senhor conseguiu governar a cidade e o estado de São Paulo sem nunca ter tido uma única derrota importante nas casas legislativas e sem que se tenha ouvido falar que lançou mão de “mensalões” ou outras formas de coerção sobre vereadores e deputados estaduais?
Em primeiro lugar, é preciso ter princípios firmes, não substituir a ética permanente pela conveniência de momento. É vital ter e manifestar respeito à oposição, ao Judiciário, à imprensa e aos órgãos controladores. Exerci mandatos de deputado e senador durante onze anos. Todos os que conviveram comigo no Congresso sabem que minhas moedas de troca são o trabalho, a defesa de ideias e propostas, o empenho em persuadir os colegas de todos os partidos e regiões. O segredo está em três palavras: ouvir, argumentar, decidir. Há o mito de que emendas de deputado são sempre ruins. Não são. Na maioria das vezes, elas visam a resolver ou aliviar problemas reais que afligem as pessoas de sua região. Portanto, atender os deputados segundo critérios técnicos é atender seus eleitores. Outra coisa fundamentalmente diferente é distribuir verbas ou cargos em troca de votos. Isso eu nunca fiz e nunca farei.

O PT fez?
Fez. Cito como exemplo as agências que criei quando fui ministro da Saúde, a Anvisa e a ANS. Sabendo como eu atuo, nenhum parlamentar, nem mesmo os do meu partido, sequer me procurou em busca de alguma indicação. Eles sabiam que não teriam êxito. E qual é a situação agora? O atual governo loteou totalmente as agências entre partidos, fatiando-as entre grupos de parlamentares e facções de um mesmo partido. A mesma partilha se abateu sobre os Correios e sobre a maioria – se não todos – dos órgãos públicos. O loteamento foi liberado e se generalizou. Essa prática é uma praga que destrói a capacidade de gestão governamental e turbinou como nunca a corrupção. Mais ainda, a justificativa oferecida foi a de que se tratava de “um mal necessário” para garantir a governabilidade. Se eleito, vou acabar com isso à base de um tratamento de choque.

Por que criar um Ministério da Segurança Pública e como ele atuaria exatamente no combate ao crime, que, no atual regime federativo, é uma atribuição estadual?
A segurança é um problema em todos os estados. Portanto, é um problema nacional. O governo federal e o presidente, que é o chefe do governo, não podem mais fingir que o problema da segurança está equacionado. Não está. Segurança é um dos três grandes problemas do Brasil. Temos de enfrentá-lo. O Brasil não pode continuar a ter 50 000 homicídios por ano. É um número escandaloso. Apenas o crescimento econômico não arrefece os criminosos. O Nordeste é um exemplo disso. A região experimentou um crescimento expressivo, mas a população sofre com a explosão da criminalidade. Só a Presidência da República reúne as condições para coordenar uma ação nacional da magnitude que o problema exige. Precisamos criar um SUS da segurança. O Ministério da Segurança será o símbolo e a ferramenta dessa prioridade. Com ele, estou dizendo o seguinte: brasileiros, vamos encarar o desafio para valer, vamos resolver essa situação. Esse será meu compromisso como presidente.

Falando em federação, como concertar com os governadores uma reforma tributária em que ninguém se sinta lesado ou pagando a conta?
É menos complicado do que parece, e nem é necessário mexer na Constituição. Para começar, é preciso aprovar uma lei que preveja que os impostos sejam explicitados nos preços das mercadorias. Isso aumentará a consciência das pessoas a respeito da carga tributária. Em São Paulo, fizemos uma lei para criar a Nota Fiscal Paulista, um instrumento de grande sucesso através do qual 30% do imposto estadual sobre o varejo é devolvido aos contribuintes, com crédito direto na conta bancária. Vamos criar a Nota Fiscal Brasileira, para devolver parte dos tributos federais. A reforma que farei vai aliviar a carga tributária incidente sobre os indivíduos, desonerar os investimentos, simplificar a formidavelmente complexa estrutura de tributos atuais. Além disso, restabeleceremos a neutralidade em relação à distribuição de recursos. É uma proposta coerente.

Segundo o folclore, o senhor seria seu próprio ministro da Fazenda, seu ministro do Planejamento, seu presidente do Banco Central e seu ministro da Saúde…
Nossa! É folclore mesmo. Quem trabalha ou trabalhou comigo sabe que não centralizo a administração, que dou grande autonomia às diferentes áreas. Fixo metas, objetivos, acompanho, cobro, mas nunca imponho nada exótico ou irrealista. E mais: tenho grande capacidade de ouvir.

Como seria a política econômica em um eventual governo Serra? Qual é o perfil ideal para o cargo de ministro da Fazenda?
A manutenção da estabilidade é inegociável. Isso significa manter a inflação baixa. Com a combinação dos regimes fiscal, monetário e cambial, caminharíamos sem rupturas para um ambiente macroeconômico cujo resultado inevitável seria a trajetória descendente dos juros. Uma taxa de juros menor é, aliás, condição para atrair mais investimentos privados destinados à infraestrutura, sem ter de dar os subsídios que hoje distorcem o processo. Quanto mais alta a taxa real de juros, maior é a taxa interna de retorno exigida pelos investidores privados em infraestrutura. Para compensar o juro alto, o governo é obrigado a dar subsídios.

E o perfil do seu ministro da Fazenda?
É preciso ganhar a eleição primeiro. Mas sempre cuidei de reunir à minha volta, na administração e no Congresso, pessoas preparadas, prudentes, com reconhecido espírito público. Escolho gente experiente, com senso prático e desapegada de doutrinas – ou que, pelo menos, prefere acertar abandonando suas convicções acadêmicas a errar por fidelidade a elas. No governo federal, será desse mesmo jeito. Precisarei ter comigo auxiliares que entendam que a política econômica é um processo político também. Na política, para fazer com que as
coisas aconteçam, você tem de se equilibrar sobre o fio da navalha. É uma eterna balança entre paralisar-se por se aferrar a certas concepções ou abandoná-las de vez e se perder no caminho. Isso fica claro na negociação política. É menos evidente mas tão válido quanto na condução da política econômica.

Dê o exemplo de um economista que preencha os requisitos acima, a quem o senhor admire e com quem ainda não trabalhou.
Olhe lá! Não estou fazendo nenhuma nomeação antecipada. Mas teria muitos exemplos. Um deles? O Arminio Fraga, como perfil. Sabe economia, é pragmático, não doutrinário. Soube navegar em mar revolto e deu enorme contribuição à estabilidade econômica do país ao instituir o regime de metas de inflação.

Por que no Brasil, apesar do enorme destaque atual no cenário da economia mundial, a discussão de política econômica é sempre revestida de ansiedade, como se vivêssemos em um estado permanente de emergência?
O instantâneo da economia brasileira é realmente bastante satisfatório. Não diria o mesmo sobre o filme. Ou seja, se não forem corrigidas a tempo, as distorções atuais podem se desenvolver de maneira desfavorável. Essa é uma questão complexa que, infelizmente, talvez não possa ser tratada da maneira que merece em um clima de campanha, muito menos no escopo de uma entrevista. Mas, a título de fazer refletir, sugiro que se comece por responder a certas questões. A saber, por que razão o Brasil tem a maior taxa real de juros do mundo, a maior carga tributária do mundo em desenvolvimento e é lanterninha nas taxas de investimento governamental do planeta? Por que o suado dinheiro dos contribuintes brasileiros não está sendo bem aplicado em investimentos na infraestrutura econômica e social que garantam o crescimento sustentado da economia? É evidente que há um problema com esse modelo. É essa a discussão que precisa ser feita no Brasil.

O que o senhor faria para consertar esse modelo?
Tenho experiência para equacionar as principais questões, a partir do primeiro dia de trabalho, caso eleito. Não existe uma bala mágica, um golpe que bem aplicado resolva todos os problemas. Isso exige um leque de ações coordenadas e bem planejadas, muitas das quais citei aqui e tenho exposto em fóruns e seminários. Minhas passagens pelo Executivo federal, estadual e municipal me permitem afirmar que, para começar, na saúde, mesmo sem gastar muito mais do que é gasto hoje, seria possível fazer uma revolução com resultados positivos a curto prazo. Na educação, logo no início do governo, trabalharia para atingir a meta de abrir 1 milhão de novas vagas em escolas técnicas de nível médio em todo o país, com cursos de duração variada e vinculados à vocação econômica de cada região e localidade. O Brasil tem pressa e precisa aproveitar o ciclo da economia mundial altamente favorável aos países emergentes. Temos de aproveitar o empuxo desse ciclo e emergir dele com uma economia moderna, exportadora de produtos de alto valor agregado, produzidos aqui por uma mão de obra sadia, preparada e consciente de que para ela o futuro chegou.

Quem teve a oportunidade de ler a entrevista da guerrilheira, assaltante de bancos e assassina à Veja na semana que passou, leu ou assistiu entrevistas dela dada a jornais e emissoras de TV,constata que será um catastrofe para o Brasil se a dita cuja vencer as eleições.  Ela não consegue formar um raciocínio e construir uma frase inteligível. Não posso aceitar que a maioria do povo brasileiro é tão desinformada, tão idiota, ou (a maioria dos casos) tão corrupta.

Resposta do Juiz ao Lula!

Monday, April 26th, 2010
CARTA PUBLICADA NO ESTADÃO
Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão.
Veja a carta que um juiz colocou no jornal de hoje:
Carta do Juiz Ruy Coppola (2º TAC) .

Mensagem ao presidente!

Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Tarso, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para ‘meter a mão na decisão do juiz’, mas para abrir a ‘caixa-preta’ do Poder…   Vi também V. Exa. falar sobre ‘duas Justiças’ e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.

Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.

Não precisa mais chorar.

O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.

Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só.

Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.

Basta ao presidente mandar seu amigo Tarso tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado.

Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados.

Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa.. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que,

em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola , tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola .

Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Tarso sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco) .

Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos..
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Tarso, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
Evidente que V. Exa. usou da expressão ‘caixa-preta’ não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação,  apenas para fazer uma ‘escova’. Cachorros de juízes não andam de carro oficial.   Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.

P.S.: Dê lembranças a ‘Michelle’. (Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial)

Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo

ACORDA BRASIL LIBERDADE E DEMOCRACIA JÁ

Tuesday, January 19th, 2010

PATRULHAMENTO GERAL

O primeiro jornalista a sofrer cerceamento do direito de bem informar, em consequência dos seus verdadeiros, contundentes e procedentes comentários contra os desmandos do atual governo, foi
o Boris Casoy. De acordo com o noticiário da época, ele foi demitido
a pedido do próprio Lulla.

Entretanto aos olhos dos menos atentos, a coisa vem se agravando de maneira avassaladora e perigosa, senão vejamos:

- O Programa do Jô, tirou do ar (sem dar qualquer satisfação ao público) o quadro “As Meninas do Jô” que era apresentado às quartas feiras onde as jornalistas Lilian Wittifib, Ana Maria Tahan, Cristiana Lobo, Lúcia Hippólito e por vezes outras mais, traziam à público e debatiam todas as falcatruas perpetradas por essa corja de corruptos que se apossou do país. As entrevistas sobre temas políticos não têm sido mais levadas a efeito atualmente. Virou um programa de amenidades e sem qualquer brilhantismo.

- O jornalista Arnaldo Jabor, considerado desafeto pelo governo atual, vem sofrendo, de forma velada e sistemática, todo tipo retaliação. Já foi processado, condenado, amordaçado e por aí vai. Sua participação diária, às 07:10 na Rádio CBN tem se limitado a assuntos sem a relevância que tinha, haja vista que está impedido de falar sobre assuntos que envolvam a política nacional e o atual governo.

- A jornalista Lúcia Hippólito, que tinha uma participação diária, às 07:55 hs na Rádio CBN, não está mais ocupando o microfone da emissora como fazia e nenhum comunicado foi feito pelo âncora do horário, o jornalista Heródoto Barbeiro.

Sorrateiramente, colocaram-na como âncora em outro horário, onde enfoca matérias mais amenas e sem a habitual, verdadeira e procedente contundência.

- Diogo Mainard, da Revista Veja, além de processado, vem sofrendo várias ameaças de morte por parte do jornal do MR-8 (que faz parte da base aliada ao Lulla) e de integrantes dos chamados “Movimentos Sociais”.

- O jornal “Estadão” de São Paulo está sob forte censura governamental há pelo menos 120 dias.

Pelo que se vê, Fidel Castro está fazendo escola na América do Sul.

O primeiro a colocar em prática estes ensinamentos, aniquilando

o direito de imprensa foi Hugo Chaves, e pelo andar da carruagem

o nosso PresiMENTE está trilhando pelo mesmo caminho.

Constitucionalmente:

Onde está o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO?

Onde está o LIVRE DIREITO DE MANIFESTAÇÃO?

Onde está a LIBERDADE DE UMA NAÇÃO?

Leiam a íntegra do comentário feito pela jornalista Dora Kraemer, no Estadão de Domingo.

Destaca-se o seguinte trecho que transcrevo:

” Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades.”

ESSE TEXTO DEVE-SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU!!!

ACORDA BRASIL, ENQUANTO É TEMPO, E REAJA.

Nossa Senhora nos proteja…

Sunday, October 19th, 2008

Henrique de Campos Meirelles, de 63 anos, é o homem fundamental para o
destino do chefão Luiz Inácio Lula da Silva, no curtíssimo, no médio ou
no longo prazos. Meirelles será o principal concorrente ao projeto de
retorno presidencial de Lula, em 2014. Motivo simples de explicar.
Meirelles pretende ser governador de Goiás em 2010. Quatro anos depois,
seu alvo será o Palácio do Planalto. Meirelles sonha com a cadeira
presidencial desde 2002, quando se aposentou da presidência mundial do
BankBoston.

Talvez a equipe estratégica do chefão Lula já saiba destes planos. Há
bastante tempo, a vontade de detonar Meirelles do BC é imensa. Ele
também está doido para deixar o cargo. Mas a detonação da crise
financeira internacional, mexendo na liquidez de grandes bancos, o
obriga a ficar onde está. Para pavor do chefão Lula, que não entende
direito o que o Presidente (do BC) lhe explica, Meirelles é o homem mais
poderoso do Brasil e tem papel estratégico no mundo de hoje.

Simplesmente porque Meirelles preside os destinos econômicos do único
País, junto com os EUA, que será o grande credor líquido no final da
presente crise financeira global. O Brasil não pode e nem vai quebrar
porque é o fornecedor das principais commodities (alimentos e minerais)
que sustentam o resto do mundo. Meirelles teve as informações
privilegiadas sobre o caos no mundo financeiro.

Eis por que Meirelles adotou uma política monetária ortodoxa no BC.
Blindou o sistema financeiro nacional e fez reservas internacionais em
dólar em um volume que ninguém entendeu e apenas poucos ousaram
criticar. Meirelles guardou (aplicou, né?) mais de US$ 200 bilhões do
Brasil nos confrinhos dos banqueiros amigos. Tudo porque tinha a
informação privilegiada de que a crise viria não na forma de uma
“marolinha”, mas de um tsunami sem hora para acabar.

Lula anda brigado com Meirelles que hoje manda no Brasil de verdade.
Agora, vai ter de aturar o Presidente de fato do País. Meirelles acaba
de conquistar o prêmio de “Financista do Ano”. A honraria foi concedida
pela revista especializada “Latin Trade”, editada em Miami. Em
Washington, ontem, também faturou o prêmio de banqueiro central do ano
da América Latina. Durante a premiação, Meirelles deixou claro que o BC
do Brasil tem tomado decisões dentro da área de competência e
“certamente o presidente Lula tem dado apoio e concordado com as
decisões do BC”.

Ou seja, Lula não manda. Apenas obedece. O chefão está PT da vida com
Meirelles, que pode atrapalhar seus planos de voltar ao Planalto em
2014. Se Meirelles se sair bem na condição da crise atual, alimentará
ainda mais sua fama de bom gestor. E mesmo não sendo tão popular quanto
o chefão, Meirelles terá o apoio fundamental para ser presidente do
Brasil: o dos banqueiros internacionais socialistas fabianos. Eles
escolhem quem vai ocupar a Presidência da República. O povinho apenas
vota no boneco do ventríloquo, seja ele quem for.

O adversário de Lula tem um histórico de poder. Em 1984, Henrique
Meirelles conseguiu a façanha de ser alçado ao posto máximo do
BankBoston. Curiosamente um banco que, até 1947, sequer aceitava
estrangeiros nem como clientes. Antes de nomeá-lo, a cúpula do
BankBoston consultou o Federal Reserve, o banco central privado
americano, sobre a hipótese de escolher um brasileiro para presidente.
Nunca um estrangeiro, fosse ele sul-americano, asiático ou europeu,
havia dirigido uma casa bancária de tal porte nos Estados Unidos.

O Fed não fez restrição alguma a Meirelles. Apenas realizou uma rápida
consulta aos bancos centrais do então G-7, o grupo que reúne as nações
mais ricas do mundo. Descobriu que não havia casos similares nesses
países. Em todos eles, grandes bancos só eram dirigidos por cidadãos
nascidos no país. O engenheiro Meirelles foi um fenômeno à parte. Sua
cerimônia solene de posse teve até juramento sobre a Bíblia Sagrada.
Meirelles também jurou sobre a Constituição americana.

Meirelles fez jus a um salário anual de US$ 2 milhões de dólares. O
valor podia subir muito quando contabilizadas as bonificações e opções
de compra de ações. Em 1999, quando o BankBoston se fundiu com o grupo
Fleet Financial, Meirelles teve direito a uma remuneração de US$ 14,6
milhões de dólares, incluindo nessa conta salários, opções de ações e
bônus.

Em Boston, Meirelles morou numa casinha de US$ 5,5 milhões de dólares.
Incomodado com a vida pacata (talvez de bosta) da cidade, mudou-se mais
tarde para Nova York. Na Big Apple comprou um apartamento de 400 metros
quadrados na Quinta Avenida, avaliado em US$ 5 milhões de dólares.
Especulou-se que Meirelles tenha construído um patrimônio de US$ 70
milhões de dólares. Meirelles nunca admitiu tanto.

Um belo dia, o milionário Meirelles decidiu abandonar o maravilhoso
mundo das finanças internacionais para tornar-se político no Brasil.
Quis trocar seu big apê em NY pelo Palácio da Alvorada. No ano de 2002,
Meirelles pensou em disputar a Presidência da República. Notou que era
cedo para isto. Então, botou na cabeça que disputaria uma vaga de
senador por Goiás. Logo percebeu que também era areia demais, mesmo para
seu super poderoso caminhão de dinheiro e apoios. Logo concluiu que seu
caminho seria a Câmara dos Deputados.

Só teria de se filiar a um partido. Procurou o PMDB, o PFL e o PTB.
Impressionante, foi rejeitado. Quem o aceitou, depois de uma indicação
pessoal do então presidente FHC, foi o PSDB. O neotucano Meirelles saiu
candidato a deputado federal. Venceu, com surpreendentes 183 mil votos.
Muito sufrágio para um mero desconhecido, que só era popular no
impopular mundo global das finanças.

Acontece que Meirelles não assumiu o mandato. A Oligarquia Financeira
Transnacional o designou para a presidência do Banco Central do Brasil.
Foi o primeiro sujeito indicado antes de Lula assumir, para substituir
outro homem de confiança do mercado financeiro global: o economista
Armínio Fraga, da Gávea Investimentos, homem de confiança do
mega-especulador-investidor George Soros – ilustre socialista Fabiano.
Em dezembro de 2002, Meirelles teve seu nome anunciado nos EUA, para a
presidência do BC, durante uma viagem de beija mão do já eleito Luiz
Inácio Lula da Silva.

Meirelles declarou seu patrimônio de R$ 100 milhões e assumiu o posto de
“autoridade monetária”. Tornou-se um dos homens mais poderosos da
primeira e da segunda gestão Lula. Sofreu covardes ataques de petistas
de peso, como os senadores Aloísio Mercadante, Eduardo Suplicy e do seu
“companheiro” de desgoverno, Guido Mantega. Meirelles foi muito duro na
queda.

Em maio de 2005, Meirelles sobreviveu a uma denúncia do Procurador-Geral
da República. Antônio Fernando de Souza pediu sua quebra de sigilo
fiscal ao Supremo Tribunal Federal. Meirelles foi suspeito de fazer
remessa ilegal de dinheiro ao exterior. Um processo foi aberto. No
entanto, foi arquivado no mesmo ano. O plenário do STF considerou
improcedente a denúncia do Ministério Público Federal.

Aliás, deve ser o mesmo que ocorrerá com o caso de outro homem poderoso
e que foi grande parceiro de Meirelles: o deputado federal Antônio
Palocci Filho. O ex-ministro da Fazenda (e ex-sucessor da gestão
financeira da campanha presidencial petista, logo após ao assassinato do
prefeito de Santo André Celso Daniel) também foi denunciado ao STF por
Antonio Fernando de Souza. Motivo torpe: quebra de sigilo funcional. O
ex-ministro foi acusado de dar ordem para que o sigilo bancário do
caseiro Francenildo dos Santos Costa fosse quebrado. O relator do caso
Palocci foi o atual presidente do STF Gilmar Mendes…

Mas voltemos a Meirelles, que sonha largar o Banco Central assim que
puder e deixarem, para se candidatar ao governo de Goiás, em 2010. Por
causa da ação contra o presidente do Banco Central, o desgoverno Lula
inventou um jeito de blindá-lo. Com a Medida Provisória 207, o
presidente do BC ganhou o mesmo foro privilegiado dos ministros. A MP
logo foi considerada constitucional pelo STF. Acabou incorporada à lei
10.683 que cuida do foro especial das autoridades.

Lula que se cuide. Meirelles está blindado para 2014. Ao PT só restará
impedir que ele se candidate e vença o governo de Goiás, em 2010. O
marido da Eva, que não leva o menor jeito para Adão, sonha com o Palácio
do Planalto em 2014. Quem pode impedir Meirelles de realizar seu sonho,
quando tiver 69 anos de idade? Só se a Eva, na intimidade da alcova, o
convencer de que não vale a pena presidir o verdadeiro Paraíso do Mundo,
que é o Brasil.

Apenas uma previsão

A notícia sobre a candidatura de Meirelles ainda não saiu na Veja, na
Istoé, na Época, nO Globo, na Folha de S. Paulo, no Estadão ou em
qualquer outro jornalão.

Quem sabe, às vésperas da eleição de 2014, estará em destaque na mídia?

O Alerta Total apenas antecipa quem é o maior adversário aos projetos
futuros de nosso popular chefão.

Descanse em paz na mansão

Lula vai se aposentar de novo em 2010 com retorno pensado para 2014. Até
lá, além de viajar muito, vai curtir sua mansão na Swiss Park (nobre
gleba que pertenceu aos Lewandowsky, em São Bernardo do Campo).

Lula merece o melhor dos mundos porque faz grandes amigos.

O ministro do STF, Ricardo Lewandowsky, cuja mãe é dona das terras onde
se ergue o Templo dos da Silva, foi nomeado por Lula a pedido de
familiares amigos da primeira-dama ítalo-brasileira Marisa Letícia.

Conclusão: Quem tem amigo não descansa politicamente sem uma bela
mansão.

Que Nossa Senhora de Aparecida, Padroeira do Brasil, nos proteja…

OS SLOGANS DA CAMPANHA POLÍTICA

Sunday, September 21st, 2008

Vamos ver no que vai dar a criatividade desta safra de novos políticos ….

 

9º lugar – Guilherme Bouças, com o slogan:
‘Chega de malas, vote em Bouças.’8º lugar – Grito de guerra do candidato Lingüiça, lá de Cotia (SP).
‘Lingüiça Neles!’

7º lugar – Em Descalvado (AL), tem um candidata chamada Dinha cujo slogan é:
‘Tudo Pela Dinha.’

6º lugar – Em Carmo do Rio Claro, tem um candidato chamado Gê.
‘Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê.’

5º lugar – Em Hidrolândia (GO), tem um candidato chamado Pé.
‘Não vote sentado, vote em Pé.’

4º lugar – E em Piraí do Sul tem um gay chamado Lady Zu.
‘Aquele que dá o que promete.’

3º lugar – A cearense chamada Debora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan:
‘Vote com prazer!’

2º lugar – Candidato a prefeito de Aracati (CE):
‘Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição.’

1º lugar – Em Mogi das Cruzes (SP), tem um candidato chamado Defunto:
‘Vote em Defunto, porque político bom é político morto!’

Política – Militares e Jornalismo

Thursday, May 1st, 2008

Jornalista Recebe resposta sobre suposta Ditadura.

Resposta a altura a uma jornalista sem noção de historia..

- General responde a Mirian Leitão
Resposta do General Torres de Melo à carta da jornalista.

À Senhora Jornalista Miriam Leitão

Li o seu artigo “ENQUANTO ISSO”, com todo cuidado possível. Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES BRASILEIROS de HOJE, são bem
diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de ONTEM. Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: “houve um tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer”.
Permita-me discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje. Vou demonstrar a minha tese.

No Império, as LEIS E A ORDEM foram rasgadas no Pará, Ceará, Minas, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul pelas paixões políticas da época. AS LEIS E A ORDEM foram restabelecidas pelo Grande Pacificador do Império, um Militar de Ontem, o Duque de Caxias, que com sua ação manteve a Unidade Nacional. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Pelo contrário.
Vem a queda do Império e a República. Pelo que sei, e a História registra, foram políticos que acabaram envolvendo os velhos Marechais Deodoro e Floriano nas lides políticas. A política dos governadores criando as oligarquias regionais, não foi obra dos Militares de Ontem, quando as leis e a ordem foram rasgadas e feridas pelos donos do Poder, razão maior das revoltas dos tenentes da década de 20, que sonhavam com um Brasil mais democrático e justo. Os Militares de Ontem ficaram ao lado da lei e da Ordem. Lembro à nobre jornalista que foram os civis políticos que fizeram a revolução de 30, apoiados, contudo, pelos tenentes revolucionários, menos Prestes, que abraçou o comunismo russo.

Veio a época getuliana, que, aos poucos, foi afastando os tenentes das decisões políticas. A revolução Paulista não foi feita pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos paulistas que não aceitavam a ditadura de Vargas. Não foram os Militares de Ontem que fizeram a revolução de 35 (senão alguns, levados por civis a se converterem para a ideologia vermelha, mas logo combatidos e derrotados pelos verdadeiros Militares de Ontem); nem fizeram a revolta de 38; nem deram o golpe de 37. Penso que a senhora, dentro de seu espírito de justiça, há de concordar comigo que foram as velhas raposas GETÚLIO – CHICO CAMPOS – OSWALDO ARANHA e os chefetes que estavam nos governos dos Estados, que aceitaram o golpe de 37. Não coloque a culpa nos Militares de Ontem.

Veio a segunda guerra mundial. O Nazismo e o Fascismo tentam dominar o mundo. Assistimos ao primeiro choque da hipocrisia da esquerda. A senhora deve ter lido – pois àquela época não seria nascida -, sobre o acordo da Alemanha e a URSS para dividirem a pobre Polônia e os sindicatos comunistas do mundo ocidental fazendo greves contra os seus próprios países a favor da Alemanha por imposição da URSS e a mudança de posição quando a “Santa URSS” foi invadida por Hitler. O Brasil ficou em cima de muro até que nossos navios (35) foram afundados. Era a guerra, a FEB e seu término. Getúlio – o ditador – caiu e vieram as eleições. As Forças Armadas foram chamadas a intervir para evitar o pior. Foram os políticos que pressionaram os Militares de Ontem para manter a ordem. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Chamou-se o Presidente do Supremo Tribunal Federal para, como Presidente, governar a transição. Não se impôs MILITAR algum.

O mundo dividiu-se em dois. O lado democrático, chamado pelos comunistas de imperialistas, e o lado comunista com as suas ditaduras cruéis e seus celebres julgamentos “democráticos”. Prefiro o primeiro e tenho certeza de que a senhora, também. No lado ocidental não se tinham os GULAGs.

O período Dutra (ESCOLHIDO PELOS CIVIS E ELEITO PELO VOTO DIRETO DO POVO) teve seus erros – NUNCA CONTRA A LEI E A ORDEM – e virtudes como toda obra humana. A colocação do Partido Comunista na ilegalidade foi uma obra do Congresso Nacional por inabilidade do próprio Carlos Prestes, que declarou ficar ao lado da URSS e não do Brasil em caso de guerra entre os dois países. Dutra vivia com o “livrinho” (a Constituição) na mão, pois os políticos, nas suas ambições, queriam intervenções em alguns Estados, inclusive em São Paulo. A senhora deve ter lido isso, pois há vasta literatura sobre a História daqueles idos.

Novo período de Getúlio Vargas. Ele já não tinha mais o vigor dos anos trinta. Quem leu CHATÔ, SAMUEL WEINER (a senhora leu?) sente que os falsos amigos de Getúlio o levaram à desgraça. Os Militares de Ontem não se envolveram no caso, senão para investigar os crimes que vinham sendo cometidos sem apuração pela Polícia; nem rasgaram leis nem feriram a ordem.
Eram os políticos que se digladiavam e procuravam nos colocar como fiéis da balança. O seu suicídio foi uma tragédia nacional, mas não foram os Militares de Ontem os responsáveis pela grande desgraça.
A senhora permita-me ir resumindo para não ficar longo. Veio Juscelino e as Forças Armadas garantiram a posse, mesmo com pequenas divergências. Eram os políticos que queriam rasgar as leis e ferir a ordem e não os Militares de Ontem. Nessa época, há o segundo grande choque da esquerda. No XX Congresso do Partido Comunista da URSS (1956) Kruchov coloca a nu a desgraça do stalinismo na URSS. Os intelectuais esquerdistas ficam sem rumo. Juscelino chega ao fim e seu candidato perde para o senhor Jânio Quadros. Esperança da vassoura. Desastre total. Não foram os Militares de Ontem que rasgaram a lei e feriram a ordem. Quem declarou vago o cargo de Presidente foi o Congresso Nacional. A Nação ficou ao Deus dará. Ameaça de guerra civil e os políticos tocando fogo no País e as Forças Armadas divididas pelas paixões políticas, disseminadas pelas “vivandeiras¨ dos quartéis” como muito bem alcunharam Castello.

Parlamentarismo, volta ao presidencialismo, aumento das paixões políticas, Prestes indo até Moscou afirmando que já estavam no governo, faltando-lhes apenas o Poder. Os militares calados e o chefe do Estado Maior do Exército (Castello) recomendando que a cadeia de comando deveria ser mantida de qualquer maneira. A indisciplina chegando e incentivada dentro dos Quartéis, não pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos de esquerda; e as vivandeiras tentando colocar o Exército na luta política.

Revoltas de Polícias Militares, revolta de sargentos em Brasília, indisciplina na Marinha, comícios da Central e do Automóvel Clube representavam a desordem e o caos contra a LEI e a ORDEM. Lacerda, Ademar de Barros, Magalhães Pinto e outros governadores e políticos (todos civis)incentivavam o povo à revolta. As marchas com Deus, pela Família e pela Liberdade (promovidas por mulheres) representavam a angústia do País. Todo esse clima não foi produzido pelos MILITARES DE ONTEM. Eles, contudo, sempre à escuta dos apelos do povo, pois ELES são o povo em armas, para garantir as Leis e a Ordem.

Minas desce. Liderança primeira de civil; era Magalhães Pinto. Era a contra-revolução que se impunha para evitar que o Brasil soçobrasse ao comunismo. O governador Miguel Arraes declarava em Recife, nas vésperas de 31 de março: haverá golpe. Não sabemos se deles ou nosso. Não vamos ser hipócritas. A senhora, inteligente como é, deve ter lido muitos livros que reportam a luta política daquela época (exemplos: A Revolução Impossível de Luis Mir – Combates nas Trevas de Jacob Gorender – Camaradas de William Waack – etc) sabe que a esquerda desejava implantar uma ditadura de esquerda. Quem afirma é Jacob Gorender. Diz ele no seu livro: “a luta armada começou a ser tentada pela esquerda em 1965 e desfechada em definitiva a partir de 1968″. Na há, em nenhuma parte do mundo, luta armada em que se vão plantar rosas e é por essa razão que GORENDER afirma: “se quiser compreendê-la na perspectiva da sua história, A ESQUERDA deve assumir a violência que praticou”. Violência gera violência.

Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e João Figueiredo com seus erros e virtudes desenvolveram o País. Não vamos perder tempo com isso. A senhora é uma economista e sabe bem disso. Veio a ANISTIA. João Figueiredo dando murro na mesa e clamando que era para todos; e Ulisses não desejando que Brizolla, Arraes e outros pudessem tomar parte no novo processo eleitoral, para não lhe disputarem as chances de Poder. João bateu o pé e todos tiveram direito, pois “lugar de Brasileiro é no Brasil”, como dizia. Não esquecer o terceiro choque sofrido pela a esquerda: Queda do Muro de Berlim, que até hoje a nossa esquerda não sabe desse fato histórico.

Diretas já. Sarney, Collor com seu desastre, Itamar, FHC, LULA e chegamos aos dias atuais. Os Militares de Hoje, cientes, que não são responsáveis pelas desgraças que vivemos agora, mas sempre aguardando a voz do Povo. Não houve no passado, nem há, nos dias de hoje, nenhum militar metido em roubo, compra de voto, CPI, dólar em cueca, mensalões ou mensalinhos. Não há nenhum Delúbio, Zé Dirceu, José Genoíno, e que tais. O que já se ouve, o que se escuta é o povo dizendo: SÓ OS MILITARES PODERÃO SALVAR A NAÇÃO. Pois àquela época da “ditadura” era que se era feliz e não se sabia…Mas os Militares de Hoje, como os de Ontem, não querem ditadura, pois são formados democratas. E irão garantir a Lei e a Ordem, sempre que preciso.
Os militares não irão às ruas sem o povo ao seu lado. OS MILITARES DE HOJE SÃO OS MESMOS QUE OS MILITARES DE ONTEM. A nossa desgraça é que políticos de hoje (olhe os PICARETAS do Lula!) – as exceções justificando a regra – são ainda piores do que os de ontem. São sem ética e sem moral, mas também despudorados. E o Brasil sofrendo, não por conta dos MILITARES, mas de ALGUNS POLÍTICOS – uma corja de canalhas, que rasgam as leis e criam as desordens.

Como sei que a senhora é uma democrata, espero que publique esta carta no local onde a senhora escreve os seus artigos, que os leio atenta e religiosamente, como se fossem uma Bíblia. Perfeitos no campo econômico, mas não muitos católicos ou evangélicos no campo político por uma razão muito simples: quando parece que a senhora tem o vírus de uma reacionária de esquerda.

Atenciosa e respeitosamente,

FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO

GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO DO EXÉRCITO

(Um militar de ontem, que respeita os militares de hoje,
que pugnam pela Lei e a Ordem).

Colaboração: Celso Paranhos