O Brasil de um velho
Monday, April 20th, 2009
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O DESRESPEITO A CONSTITUIÇÃO E AO POVO BRASILEIRO, CASO NÃO SEJA CONTIDO, TERMINARA POR NOS LEVAR A UMA GUERRA CIVIL INEVITAVELMENTE.
O completo desacordo e desarmonia vividos hoje em nosso país atestam a completa incapacidade de os poderes da Republica Federativa do Brasil , fazerem cumprir a constituição como patrimônio de todos os brasileiros.
Sob o pretexto de se promover a tão propalada “justiça social “ o que mais se tem promovido é a desagregação nacional, numa cena em que a grande maioria do povo acaba não percebendo o perigoso caminho que nossa democracia esta trilhando . Nas situações em que mais se necessita da presença do estado, é onde percebemos claramente sua ausência total.
“Destruir o latifúndio” é a bandeira que a LCP empunha para realizar a “revolução agrária”. Encapuzados, armados e bem treinados, os guerrilheiros da LCP espalham o terror para atingir seus objetivos em RONDONIA. “Eles destroem plantações, queimam fazendas e torturam funcionários. Isso não pode mais ficar assim”, cobra o deputado Mendes. “Nós, sozinhos, não temos como combater esse grupo. Precisamos de ajuda de Brasília”, alerta o secretário-adjunto. “Nossa preocupação é que movimentos armados como as Farc e o Sendero Luminoso começaram igual a LCP aqui. Quando o governo federal acordar já será tarde”, reclama. Na próxima quinta- feira 24, a Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, convocou uma audiência pública para tratar das denúncias. O Exército e o Ministério da Justiça não retornaram as ligações de ISTOÉ para comentar a situação.
O “governo federal tem que entender que o que existe em Rondônia é guerrilha mesmo, e não é força de expressão”, acusa o deputado federal Moreira Mendes (PPS-RO). O parlamentar, que logo depois da denúncia de ISTOÉ solicitou a presença de uma comissão externa do Congresso para apurar os fatos, até hoje não obteve respostas a seu pedido. Mendes denuncia que, enquanto o governo silencia, as ações do grupo recrudescem. “Os guerrilheiros estão impedindo que os agentes do Instituto de Defesa Animal de Rondônia (Idaron) vacinem o gado contra a febre aftosa”, diz. “Isso é um absurdo que pode colocar em risco mais de 11 milhões de cabeças de gado e acabar com 100 mil proprietários de terra”, critica Sebastião Conti, presidente da Associação dos Fazendeiros de Rondônia.
Jamais existiu no País alguma outra entidade – no caso, agrupamento ou bando, já que não tem existência legal – capaz de demonstrar tamanho desrespeito pelas instituições como o Movimento dos Sem-Terra (MST). Esse bando não pode ser comparado a organizações guerrilheiras, pois estas, onde existem, são combatidas, com maior ou menor grau de sucesso, pelas forças policiais. O MST, embora use muitos dos métodos violentos daquelas facções insurrectas, aqui recebe subsídios oficiais (por meio de entidades laranjas “legais”) e é tratado com a maior deferência, a ponto de ser recebido pelo chefe de Estado e governo, que até já vestiu seu simbólico boné. Apesar desse tratamento, ao desrespeito junta-se a ingratidão quando o líder emessetista maior, João Pedro Stédile, ao explicar as razões do Abril Vermelho, afirma que “está na hora de o governo federal criar vergonha na cara”.(Estadão 19.04 )
Num resumo do festim diabólico, destacam-se o bloqueio da BR-070 (que liga Mato Grosso à Bolívia); a ocupação da Secretaria Municipal de Educação de Ribeirão Preto e a ocupação de agência do Banco do Brasil em Sorocaba, ambas no interior paulista; a invasão do INCRA no Distrito Federal; a ocupação da Usina Hidrelétrica de Xingó, em Canindé do São Francisco (Sergipe); e a invasão de várias fazendas no Ceará, na Paraíba e em Minas Gerais.
Se em todas as ações citadas os autores sequer foram incomodados pela polícia, foi no Pará onde se deu o cúmulo do escárnio às autoridades constituídas. Os baderneiros tomaram a Estrada de Ferro Carajás (da companhia Vale), paralisaram o trem e ainda mantiveram o maquinista como refém. Ressalte-se que a mineradora já havia obtido da Justiça, em março, uma decisão proibindo quaisquer atos contra ela, praticados por movimentos sociais, que significassem danos a seu patrimônio ou paralisação de seu funcionamento. Na mesma época, o líder do MST, João Pedro Stédile, afirmou que tal decisão judicial era “uma idiotice” e prometeu desrespeitá-la. Com a promessa cumprida, resta saber até onde vai a leniência do governo federal com esta súcia. (jornal do Brasil 21.04)
Nada haveria a dizer sobre mais uma temporada de desacatos patrocinados pelo MST sob o olhar passivo do governo federal, não tivesse a nova onda ocorrido no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio da Silva cobrou do ministro da Defesa uma repreensão ao comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, por suas críticas à “caótica e lamentável” política indígena brasileira.
Nada de extraordinário – ao contrário – haveria no fato de o presidente da República resguardar o princípio da hierarquia militar, não ocorresse essa cobrança em pleno ambiente de quebra de legalidade e confrontação de autoridade por parte dos sem-terra e seus movimentos derivados.
A coincidência de datas torna inevitável a comparação dos atos. Evidentemente, em termos conceituais, pois não há como equiparar uma instituição fundamentada na disciplina com a atuação de grupos propositadamente organizados à margem da lei, sem identidade jurídica.
O foco, portanto, não é o cotejo entre o general e os sem-terra. A questão posta em evidência nesses dois episódios é a conduta do presidente da República frente ao princípio da autoridade e da quebra da legalidade.( Dora Kramer / Estadão)
É da experiência histórica que as conseqüências maléficas desses regimes só vêm a se manifestar e ser percebidas a longo prazo. Mas entre nós elas se mostram prematuramente após meia dúzia de desgoverno. Aí está o MST, que de facção atuante apenas na periferia e restrita a reivindicações agrárias, hoje surge e atua com seus métodos de violência subversiva em 17 Estados e no Distrito Federal. Uma espécie de embrião das Farc. O mesmo MST que no seu primeiro mandato Lula declarou ser o movimento mais importante do País. E cujo chefe tem hoje a petulância e ousadia de desqualificar o governo que tanto o apoiou.
Este não é, contudo, o legado mais pernicioso que os mandatos de Lula deixarão para o País e seu povo. Esse legado pior só produzirá todos os seus frutos a longo prazo. O primeiro deles será o de ter injetado na tradição cultural de um povo sem preconceitos o fermento de preconceitos e discriminações raciais. O segundo o de, com sua política indianista, fomentar o desenvolvimento do conceito de “nações indígenas” soberanas, com territórios próprios que, a limite, poderá desfechar em um seccionismo que ameace a integridade territorial brasileira. A recente manifestação do general comandante militar da Amazônia denunciou desassombradamente as dificuldades que essa política inepta apresenta à gestão de seu cargo (no que foi apoiado por outros segmentos expressivos das Forças Armadas). O terceiro, que o MST venha a se converter numa variedade das Farc, implantando no País continental a moléstia crônica da violência subversiva existente entre seus vizinhos hispânicos.
A falta de percepção e total desinteresse do povo , ocorre graças a aversão criada pelos temas políticos , pois ninguém suporta mais tomar conhecimento de tantos escândalos envolvendo nossas autoridades e saber no dia seguinte que tudo terminou em “ pizza “.
O pouco ênfase concedido pelos nossos meios de comunicação , aos temas de grande relevância nacional , também são fatores que contribuem diretamente para que a grande maioria do povo brasileiro não tomem conhecimento dos fatos que ocorrem em nosso pais . Sem contar também com a forma quase sempre tendenciosa, quando se divulgam noticias que contrariam interesses do governo. Somente “um fato novo e inusitado” – o que significa dizer que a corrupção tal como vem acontecendo não é mais o caso – que provoque comoção nacional de grandes proporções e consiga obter da mídia noticiário semelhante ao do assassinato da pequena menina, será capaz de quebrar essa letargia chegando a deter ou mesmo quebrar esse aparato político-ideológico. ( Cel Ary dos Santos em 18.04.08 ).
Este total e completo “ DESCASO E DESRESPEITO “por parte do governo Lula para com a CONSTITUIÇÃO, e com o “ POVO BRASILEIRO “ nos levara inevitavelmente a conflitos cada vez mais acirrados , que graças a omissão deste (des)governo , tende cada vez mais a se tornar um conflito armado , com grandes possibilidades de se espalhar por todo o território nacional .
Colaboração: Gesualdo Louzada