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O Brasil de um velho

Monday, April 20th, 2009

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Não gosto dos sem terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.

Estou velho.

 

Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros.
Estou muito velho.
 
Não quero ouvir mais noticias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Ou de meninos esquartejados pelos pais por serem ‘levados’…
Meu coração não tem mais força para sentir emoções. Sinto-me mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir.
Eu não acredito
em nada.
 
Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade, por ser amado por minha mulher e filhos, assim como pelos meus amigos mais íntimos.
Nada mais me comove… Estou bem envelhecido.
 
E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me comoveu.
 
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Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: ‘Dai pão a quem tem fome’. Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verdes amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.
‘Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar: O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo…
Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores.
Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?
Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.
Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.
Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim.
Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei… Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais… Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.’
 
Mesmo que ela seja o último brasileiro patriota, valeu a pena viver para ler o texto.

 

De alguém que ama muito o Brasil.

 

 

 

 

 

DESRESPEITO A CONSTITUIÇÃO E AO POVO BRASILEIRO.

Thursday, April 24th, 2008

O DESRESPEITO A CONSTITUIÇÃO E AO POVO BRASILEIRO, CASO NÃO SEJA CONTIDO, TERMINARA POR NOS LEVAR A UMA GUERRA CIVIL INEVITAVELMENTE.

O completo desacordo e desarmonia vividos hoje em nosso país atestam a completa incapacidade de os poderes da Republica Federativa do Brasil , fazerem cumprir a constituição como patrimônio de todos os brasileiros.

Sob o pretexto de se promover a tão propalada “justiça social “ o que mais se tem promovido é a desagregação nacional, numa cena em que a grande maioria do povo acaba não percebendo o perigoso caminho que nossa democracia esta trilhando . Nas situações em que mais se necessita da presença do estado, é onde percebemos claramente sua ausência total.

“Destruir o latifúndio” é a bandeira que a LCP empunha para realizar a “revolução agrária”. Encapuzados, armados e bem treinados, os guerrilheiros da LCP espalham o terror para atingir seus objetivos em RONDONIA. “Eles destroem plantações, queimam fazendas e torturam funcionários. Isso não pode mais ficar assim”, cobra o deputado Mendes. “Nós, sozinhos, não temos como combater esse grupo. Precisamos de ajuda de Brasília”, alerta o secretário-adjunto. “Nossa preocupação é que movimentos armados como as Farc e o Sendero Luminoso começaram igual a LCP aqui. Quando o governo federal acordar já será tarde”, reclama. Na próxima quinta- feira 24, a Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, convocou uma audiência pública para tratar das denúncias. O Exército e o Ministério da Justiça não retornaram as ligações de ISTOÉ para comentar a situação.

O “governo federal tem que entender que o que existe em Rondônia é guerrilha mesmo, e não é força de expressão”, acusa o deputado federal Moreira Mendes (PPS-RO). O parlamentar, que logo depois da denúncia de ISTOÉ solicitou a presença de uma comissão externa do Congresso para apurar os fatos, até hoje não obteve respostas a seu pedido. Mendes denuncia que, enquanto o governo silencia, as ações do grupo recrudescem. “Os guerrilheiros estão impedindo que os agentes do Instituto de Defesa Animal de Rondônia (Idaron) vacinem o gado contra a febre aftosa”, diz. “Isso é um absurdo que pode colocar em risco mais de 11 milhões de cabeças de gado e acabar com 100 mil proprietários de terra”, critica Sebastião Conti, presidente da Associação dos Fazendeiros de Rondônia.

Jamais existiu no País alguma outra entidade – no caso, agrupamento ou bando, já que não tem existência legal – capaz de demonstrar tamanho desrespeito pelas instituições como o Movimento dos Sem-Terra (MST). Esse bando não pode ser comparado a organizações guerrilheiras, pois estas, onde existem, são combatidas, com maior ou menor grau de sucesso, pelas forças policiais. O MST, embora use muitos dos métodos violentos daquelas facções insurrectas, aqui recebe subsídios oficiais (por meio de entidades laranjas “legais”) e é tratado com a maior deferência, a ponto de ser recebido pelo chefe de Estado e governo, que até já vestiu seu simbólico boné. Apesar desse tratamento, ao desrespeito junta-se a ingratidão quando o líder emessetista maior, João Pedro Stédile, ao explicar as razões do Abril Vermelho, afirma que “está na hora de o governo federal criar vergonha na cara”.(Estadão 19.04 )

Num resumo do festim diabólico, destacam-se o bloqueio da BR-070 (que liga Mato Grosso à Bolívia); a ocupação da Secretaria Municipal de Educação de Ribeirão Preto e a ocupação de agência do Banco do Brasil em Sorocaba, ambas no interior paulista; a invasão do INCRA no Distrito Federal; a ocupação da Usina Hidrelétrica de Xingó, em Canindé do São Francisco (Sergipe); e a invasão de várias fazendas no Ceará, na Paraíba e em Minas Gerais.

Se em todas as ações citadas os autores sequer foram incomodados pela polícia, foi no Pará onde se deu o cúmulo do escárnio às autoridades constituídas. Os baderneiros tomaram a Estrada de Ferro Carajás (da companhia Vale), paralisaram o trem e ainda mantiveram o maquinista como refém. Ressalte-se que a mineradora já havia obtido da Justiça, em março, uma decisão proibindo quaisquer atos contra ela, praticados por movimentos sociais, que significassem danos a seu patrimônio ou paralisação de seu funcionamento. Na mesma época, o líder do MST, João Pedro Stédile, afirmou que tal decisão judicial era “uma idiotice” e prometeu desrespeitá-la. Com a promessa cumprida, resta saber até onde vai a leniência do governo federal com esta súcia. (jornal do Brasil 21.04)

Nada haveria a dizer sobre mais uma temporada de desacatos patrocinados pelo MST sob o olhar passivo do governo federal, não tivesse a nova onda ocorrido no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio da Silva cobrou do ministro da Defesa uma repreensão ao comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, por suas críticas à “caótica e lamentável” política indígena brasileira.
Nada de extraordinário – ao contrário – haveria no fato de o presidente da República resguardar o princípio da hierarquia militar, não ocorresse essa cobrança em pleno ambiente de quebra de legalidade e confrontação de autoridade por parte dos sem-terra e seus movimentos derivados.
A coincidência de datas torna inevitável a comparação dos atos. Evidentemente, em termos conceituais, pois não há como equiparar uma instituição fundamentada na disciplina com a atuação de grupos propositadamente organizados à margem da lei, sem identidade jurídica.
O foco, portanto, não é o cotejo entre o general e os sem-terra. A questão posta em evidência nesses dois episódios é a conduta do presidente da República frente ao princípio da autoridade e da quebra da legalidade.( Dora Kramer / Estadão)

É da experiência histórica que as conseqüências maléficas desses regimes só vêm a se manifestar e ser percebidas a longo prazo. Mas entre nós elas se mostram prematuramente após meia dúzia de desgoverno. Aí está o MST, que de facção atuante apenas na periferia e restrita a reivindicações agrárias, hoje surge e atua com seus métodos de violência subversiva em 17 Estados e no Distrito Federal. Uma espécie de embrião das Farc. O mesmo MST que no seu primeiro mandato Lula declarou ser o movimento mais importante do País. E cujo chefe tem hoje a petulância e ousadia de desqualificar o governo que tanto o apoiou.

Este não é, contudo, o legado mais pernicioso que os mandatos de Lula deixarão para o País e seu povo. Esse legado pior só produzirá todos os seus frutos a longo prazo. O primeiro deles será o de ter injetado na tradição cultural de um povo sem preconceitos o fermento de preconceitos e discriminações raciais. O segundo o de, com sua política indianista, fomentar o desenvolvimento do conceito de “nações indígenas” soberanas, com territórios próprios que, a limite, poderá desfechar em um seccionismo que ameace a integridade territorial brasileira. A recente manifestação do general comandante militar da Amazônia denunciou desassombradamente as dificuldades que essa política inepta apresenta à gestão de seu cargo (no que foi apoiado por outros segmentos expressivos das Forças Armadas). O terceiro, que o MST venha a se converter numa variedade das Farc, implantando no País continental a moléstia crônica da violência subversiva existente entre seus vizinhos hispânicos.

A falta de percepção e total desinteresse do povo , ocorre graças a aversão criada pelos temas políticos , pois ninguém suporta mais tomar conhecimento de tantos escândalos envolvendo nossas autoridades e saber no dia seguinte que tudo terminou em “ pizza “.

O pouco ênfase concedido pelos nossos meios de comunicação , aos temas de grande relevância nacional , também são fatores que contribuem diretamente para que a grande maioria do povo brasileiro não tomem conhecimento dos fatos que ocorrem em nosso pais . Sem contar também com a forma quase sempre tendenciosa, quando se divulgam noticias que contrariam interesses do governo. Somente “um fato novo e inusitado” – o que significa dizer que a corrupção tal como vem acontecendo não é mais o caso – que provoque comoção nacional de grandes proporções e consiga obter da mídia noticiário semelhante ao do assassinato da pequena menina, será capaz de quebrar essa letargia chegando a deter ou mesmo quebrar esse aparato político-ideológico. ( Cel Ary dos Santos em 18.04.08 ).

Este total e completo “ DESCASO E DESRESPEITO “por parte do governo Lula para com a CONSTITUIÇÃO, e com o “ POVO BRASILEIRO “ nos levara inevitavelmente a conflitos cada vez mais acirrados , que graças a omissão deste (des)governo , tende cada vez mais a se tornar um conflito armado , com grandes possibilidades de se espalhar por todo o território nacional .

Colaboração: Gesualdo Louzada